SONJA, A GUERREIRA – CRÂNIOS FLAMEJANTES # 3

Por Sidney Gusman
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Michael Avon Oeming e Mike Carey (roteiro), Mel Rubi (arte) e Caesar Rodriguez, Richard Isanove, Brian Buccellato e Blonde.

Preço: R$ 5,90

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Junho de 2008

Sinopse: Dentro do castelo do Ente Celestial, Sonja, Osin e Borg (um zedda que se aliou à dupla) lutam contra um exército de crianças demoníacas e uma cobra gigante. Vale tudo para alcançar o inimigo.

Quando, finalmente, enfrenta o Ente Celestial e o desmascara, Sonja acrescenta mais uma surpresa desagradável à enorme lista que colecionou ao longo de sua carreira.

Positivo/Negativo: Nesta conclusão, Oeming e Carey dão um upgrade à trama. Além do inevitável sangue jorrando nas batalhas, os roteiristas fornecem ao leitor duas surpresas em relação ao que vinha sendo narrado.

A primeira é a revelação da identidade do Ente Celestial, que se autodenominava um “deus”, e outra é a reação dos zeddas quando a invasão a Gathia se concretiza. Mais do que derrubar o líder local, eles clamam por uma vingança cega, bárbara, cruel. E até o mentor da revolta, Fa, paga o preço.

A mensagem sobre o fanatismo, independentemente da época em que ele seja empregado, é clara. E isso se torna ainda mais flagrante nas cenas com uma personagem coadjuvante cujo anseio é ser sacrificada por um dos sacerdotes.

Os desenhos de Mel Rubi permanecem muito bons, com diagramações ousadas (vale notar como ele utiliza páginas duplas de forma coerente, sempre em cenas com desfechos impactantes – e não para fazer miniportfólios, como alguns artistas) e enquadramentos competentes.

Contudo, nesta edição seus erros de continuidade estão ainda mais evidentes. Falharam Rubi, os coloristas e, claro, o editor original da obra. Justamente quando o belo rosto de Sonja (novamente muito parecida com Mary Jane Watson Parker, a esposa do Homem-Aranha), enfim, é machucado, o sangue some e reaparece como por magia, como na batalha com o Ente Celestial.

E quando Sonja cai de uma sacada, na água, ao se levantar nem os cortes existem mais. Claro que trata-se de uma obra de ficção, mas um pouco de realismo (ou bom senso) não faria mal algum.

A Panini trabalhou bem, mas novamente faltou um resumo do que rolou nas edições anteriores da minissérie, talvez no lugar do mapa da Era Hiboriana. A revista traz como extras artes de Richard Isanove, Eduardo Risso, Giusseppi Cammo Camuncoli e Billy Tan.

Além disso, anuncia para julho a edição especial Sonja, a guerreira – Ilha dos monstros, escrita por Roy Thomas, que por muito tempo roteirizou as HQs da personagem, e desenhada pelo também veterano Pablo Marcos. No entanto, a data não deve ser cumprida, pois a editora não a incluiu no checklist de lançamentos para este mês.

Classificação:

4,0

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