SONJA, A GUERREIRA – MAIS UMA BATALHA

Por Sidney Gusman
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Jimmy Palmiotti e Justin Gray (roteiro), Liam Sharp (arte) e Sunder Raj e Imaginary Friends (cores).

Preço: 5,90

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Março de 2008

Sinopse: Sonja recebe uma mensagem do rei Varick, que no passado foi seu amante, pedindo ajuda para deter o avanço das tropas do impiedoso Graven Sul, que vem devastando todos os povos por onde passa.

Caberá à bela guerreira ruiva da Hirkânia a missão de comandar um exército de homens combalidos contra as hordas de Graven Sul, no campo de batalha de Dorlack.

Positivo/Negativo: Em 2005, a Dynamite promoveu, numa minissérie, o retorno de Sonja, a guerreira, aos quadrinhos. Foi um sucesso de vendas e também mereceu elogios da crítica. Por isso, era de se esperar que a Panini relançasse a ruiva no mercado brasileiro com este material. Entretanto, a editora preferiu o especial Mais uma batalha, que é inferior em termos de qualidade.

Talvez tenha sido por se tratar de uma história fechada – minisséries
afugentam alguns leitores -, mas o fato é que a história não tem o mesmo
pique de Crânios flamejantes.

O roteiro de Palmiotti e Gray não foge muito do estilo das antigas HQs de Sonja: muita ação, sensualidade e um pouco de estratégia. E a história é até bem contada, apesar do desfecho pra lá de previsível – a única surpresa fica para o tratamento que a guerreira destina ao seu aliado Amir Fullstrong, porém isso faz parte da estratégia da Dynamite de mostrar a personagem com um caráter ambíguo.

Onde a coisa enrosca mesmo é na arte de Liam Sharp. Sua narrativa é razoável, mas sua caracterização de rostos deixa demais a desejar. Basta reparar quantas Sonjas “diferentes” aparecem ao longo das páginas.

A edição traz no miolo um pôster assinado por Mel Rubi, com cores de Richard Isanove, com um mapa da Era Hiboriana no verso. Um ponto positivo é a matéria sobre Sonja, a guerreira, no final da revista, contando um pouco da trajetória da personagem nos quadrinhos.

No aspecto editorial, há alguns erros bobos de concordância, como “…os inimigo stígios”, na página 9 (contando apenas os quadrinhos, já que a Panini não numerou as páginas), e “…as própria vidas”, na 22. Coisas que um corretor ortográfico do Word pegaria.

Vale mencionar também que a capa não é a da edição original (que está publicada no miolo da revista), mas sim uma das cinco produzidas para o primeiro número de Crânios flamejantes.

Fica a torcida para que o leitor não julgue o retorno de Sonja por este especial e dê uma chance à minissérie da personagem, que é mais empolgante, especialmente no que tange à arte.

Classificação:

4,0

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