Star Wars – Império Destruído # 1 a # 4

Por Edimário Duplat
Data: 6 abril, 2018

Star Wars – Império Destruído # 1Editora: Disney/Lucasfilm – Minissérie em quatro edições

Autores: Greg Rucka (roteiro), Marco Checchetto (desenhos) e Andres Mossa (cores). Orginalmente publicada em Star Wars – The Force Awakens – Shattered Empire # 1 a # 4.

Preço: R$ 6,50 (assinatura mensal)

Número de páginas: 23 (cada edição)

Data de lançamento: Dezembro de 2017 a Fevereiro de 2018

Sinopse: Mesmo com a vitória dos rebeldes na Batalha de Endor, o Império segue com focos de resistência por todo o universo, e o confronto não parece ter fim. Dentre aqueles que seguem na missão de desmantelar o exército inimigo nos diversos pontos da galáxia, a piloto Shara Bey se destaca pelo seu incrível talento e sua determinação perante os desafios propostos pelos herdeiros de Darth Sidious.

Entretanto, além das missões ao lado de Han Solo, Princesa Leia e Luke Skywalker nos incontáveis mundos da orla exterior, existe o desejo de uma vida de paz e prosperidade ao lado de seu marido, Kes, e do seu filho, o jovem Poe Dameron.

Positivo/Negativo:

Com a aquisição da produtora Lucasfilm pela Disney, a franquia Star Wars sofreu mudanças significativas no seu universo criativo. Dentre elas, a mais sentida foi a reformulação de sua linha de quadrinhos, que saiu das mãos da Dark Horse Comics para retornar à Marvel depois de 28 anos da sua primeira experiência com a saga espacial.

E para ajudar na criação de um novo Universo Expandido – já que o antigo foi desconsiderado pela Disney para dar liberdade criativa às novas produções cinematográficas anunciadas pela empresa – a “Casa das Ideias” iniciou uma série de publicações para destrinchar os acontecimentos ocorridos no intervalo de tempo entre as histórias do Episódio VI (O retorno de Jedi) e o VII (O Despertar da Força).

Star Wars – Império Destruído funciona como um desses alicerces entre a antiga e a nova trilogia. Escrita por Greg Rucka, esta minissérie em quatro edições retrata os acontecimentos posteriores à derrota de Palpatine e as investidas finais da Aliança contra os focos de resistência do inimigo.

E para contar essa história, Rucka utiliza de uma nova perspectiva que não só enriquece este “interlúdio”, como humaniza os esforços da Aliança Rebelde para finalizar o conflito em diferentes pontos da galáxia. Para isso, o autor apresenta uma nova protagonista, a piloto Shara Bey, e coloca em evidência o âmago dos combatentes que estão cansados da guerra e realizam uma luta desesperada para chegar à tão sonhada harmonia.

Esposa do companheiro de armas Kes Dameron e mãe do jovem Poe (um dos personagens principais de O Despertar da Força), Bey reflete as características de uma heroína moderna e crível: talentosa, competente e determinada, a rebelde vive para ajudar a frota, mas não deixa de acreditar no momento em que poderá finalmente realizar os seus sonhos.

Além de valorizar a construção desses personagens autorais, Rucka produz um texto dinâmico e com boas referências ao universo de Star Wars, chegando inclusive a revisitar a trilogia dos anos 1990 (referente aos Capítulos I, II e III) para criar elos e responder algumas perguntas que ficaram em aberto com a construção deste novo Universo Expandido.

.

Tudo em um formato bem sóbrio, sem transformar esses recursos em algum tipo de dependência narrativa e deixando a trama de fácil compreensão, sem necessidade de algum conhecimento prévio sobre a saga.

Na arte, Checchetto segue como um dos principais nomes desta fase de Star Wars no Universo Marvel. Com um traço bem competente, o desenhista alterna boas sequências de ação, de bastante agilidade em batalhas espaciais e conflitos em terra, com caracterizações que não só bebem do cinema como carregam uma identidade própria para as novidades apresentadas na minissérie.

Esta obra foi publicada no Brasil em formato online, pelo aplicativo oficial de Star Wars desenvolvido pela Disney exclusivamente para a América Latina. Em português e espanhol, o programa está disponível para dispositivos Android e oferece conteúdo gratuito como notícias e conteúdo multimídia.

Infelizmente, os quadrinhos só podem ser acessados para assinantes Premium, que pagam o valor mensal de R$ 6,50 e têm acesso a todas as HQs presentes no programa. Até o momento, já foram publicadas quatro minisséries (Star Wars – Obi-Wan e Anakin, Star Wars – Chewbacca, Star Wars – Império Destruído e Star Wars – Lando) com a promessa de que outras obras cheguem ao aplicativo.

No caso de Império Destruído, as edições em português dos números # 1, # 2 e # 4 apresentam um bom trabalho editorial, mas com pequenos problemas em alguns pontos da tradução, como termos ultrapassados ou não coerentes com a escrita brasileira.

Já em relação ao número # 3, não foi possível acessar a versão em português – ela não funcionava após ser baixada para o aparelho. Dessa maneira, a alternativa foi baixar a versão em espanhol, que apresenta menos problemas de tradução.

Além do formato online, esta minissérie foi publicada em formato físico pela Panini no encadernado Star Wars – Império Despedaçado. Entretanto, esta versão apresenta um trabalho editorial diferente desta do aplicativo.

Classificação

3,0

.

Compre esta edição aqui!

• Outros artigos escritos por

.

.

.

  • Eu tenho o número 1 e ela se chama “Império Despedaçado”. Por que essa diferença?

    • É explicado no texto da resenha.

      • Pois é. Eu não tinha terminado de ler o texto quando fiz a pergunta, depois esqueci de apagar o comentário.
        Valeu.

  • Flavio Teixeira de Jesus

    Pela crítica positiva do Edimário, acho que merecia pelo menos 4 balões e meio!

    • Edimario Duplat

      cara, a obra não ganhou quatro balões (acho que o “meio” seria demais) por conta da plataforma que disponibilizou a história para leitura. É um aplicativo oficial da Disney para Star Wars e apresenta problemas amadores em relação ao acesso e passagem das páginas. Para se ter uma ideia, tive que ler uma das edições em espanhol porque a em português mesmo baixada, não abria. E a tradução utilizada não foi feita no Brasil e sim por uma equipe fora daqui, o que causou algumas traduções “ao pé da letra” ou em desuso no nosso falar habitual.

      Mas valeu pelo comentário, abraços.