SUPER-HOMEM – AS QUATRO ESTAÇÕES 1 – PRIMAVERA

Por Ronaldo Barata
Data: 1 dezembro, 2006


Título: SUPER-HOMEM – AS QUATRO ESTAÇÕES 1 – PRIMAVERA (Editora Abril) – Minissérie quinzenal em quatro edições

Autores: Jeph Loeb (texto), Tim Sale (desenhos), Bjarne Hansen (cores).

Preço: R$ 3,90

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Setembro de 1999

Sinopse: Como o mundo vê o Super-Homem? Como as pessoas próximas a um ser capaz de quase qualquer coisa se sentem? Esta é a idéia central desta minissérie, que reconta com muito carinho a origem humana do Homem de Aço.

Aqui, Jeph Loeb apresenta um importante elemento presente na vida do Super-Homem: as pessoas que o cercam.

Comparando a vida de Clark com as estações, passa um ano acompanhando suas primeiras aventuras.

Este primeiro volume, Primavera, traz um retrato da vida do herói em Pequenópolis, seus dias na fazenda com seus pais adotivos, seu amigo Pete Ross e seu amor Lana Lang.

Jonathan Kent é quem mostra sua visão do Super-Homem, ou melhor, de seu filho Clark, um garoto igual a todos os outros…

Positivo/Negativo: Loeb é muito sutil e elegante ao descrever as relações de Clark – aqui um adolescente prestes a se formar no colegial e mudar de vida – principalmente no que diz respeito a Jonathan. Com os poderes do filho cada vez mais fortes, ele se sente impotente e temeroso sobre o futuro de seu rebento.

A história flui de uma maneira muito suave, uma narração linear apresentando a pacata vida de Clark, que tem sua tranqüilidade interrompida por uma excelente seqüência de ação quando um tornado chega à cidade. Mas depois retorna a suavidade.

Depois da primeira página, só se volta a ver o famoso “S” vermelho na penúltima página. Este recurso ajuda muito o leitor na hora de esquecer quem é aquele jovem, para assim se envolver melhor com o enredo.

A arte de Sale casa perfeitamente com a história. Seu traço é limpo, leve e sua narrativa é bastante simples, mas impressionantemente eficiente.

O destaque da edição vai para as páginas 42 a 45: duas duplas que retratam os dois mundos de Clark – Pequenópolis e Metrópolis – e a passagem dele de uma paisagem para outra.

Os cenários são ricos em detalhes e somados ao excelente trabalho de cor de Bjarne passam muito bem todo o clima de tranqüilidade de uma hospitaleira cidade interiorana.

Apesar de não se aprofundar muito – todas as relações são passadas de uma maneira um tanto superficial -, a história é envolvente e faz lembrar por que o Super-Homem é o maior herói da Terra…

 

Classificação:

4,0

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