Superboy # 5 (formatinho)

Por Tiago Araújo
Data: 24 outubro, 2014

Superboy # 5Editora: Abril – Revista mensal

Autores: Karl Kesel (roteiro), Brock Hor (arte) e Curt Shoultz (arte-final).

Preço: R$ 1,60 (valor da época)

Número de páginas: 80

Data de lançamento: Abril de 1995

Sinopse

Numa realidade alternativa, a raça alienígena Malazza-Rem (conhecida como “A Horda”) invade a Terra para tomar o planeta. E decidem matar mil pessoas sempre que um meta-humano for visto.

Se um super-herói enfrentar os aliens, mais cinco mil humanos serão mortos. E quando a Horda começa a cumprir a ameaça, a humanidade volta-se contra seus protetores, forçando-os ao exílio.

Até que um deles decide reunir um novo grupo pra tentar um último ataque contra os invasores.

Positivo/Negativo

A série Elseworlds da DC Comics (traduzida no Brasil como Túnel do Tempo) já apresentou ao público grandes histórias, como Reino do Amanhã. O fato de mostrar realidades paralelas, longe das amarras da cronologia tradicional, pode ser um trunfo nas mãos de roteiristas inspirados. É o caso na minissérie Super Seven.

Publicada originalmente na revista The New Adventures Superman # 6, a trama começa apresentando uma premissa comum em revistas de super-heróis: uma invasão alienígena.

Mas, ao mesmo tempo, chama a atenção do leitor com um fato pouco comum: os heróis perderam e precisam recomeçar. E, ainda nas primeiras páginas, descobre-se que muitos foram mortos, incluindo alguns do primeiro escalão da editora.

O autor Karl Kesel, criador da última versão do Superboy (que apareceu pela primeira vez durante O Retorno do Superman), apresenta nesta primeira metade da trama a reunião dos heróis que formarão o Super Seven.

Um a Um, o leitor vai conhecendo o destino de cada um nesse cenário apocalíptico. Obviamente, Superboy faz parte da equipe, mas, apesar de se mostrar bem eficaz quando necessário, o fato de sua motivação não ficar clara causa certo estranhamento.

No entanto, como o personagem funciona também como um alívio cômico, a aceitação rola com mais facilidade.

O visual que Brock Hor escolheu para os heróis também é interessante, com um ar mais dark (como o Superman usando um sobretudo preto) e, ao mesmo tempo, retrô, como o Flash usando o uniforme de Kid Flash.

A grande surpresa da primeira parte da minissérie é um personagem que, na verdade, é a mistura de dois vilões do Universo DC.

A segunda e última parte da trama apresenta a batalha final contra a Horda. Infelizmente, Super Seven só pode ser encontrado no antigo “formatinho” da Abril, pois não foi lançada no seu tamanho original no Brasil. Ainda assim, vale uma busca em um bom sebo de quadrinhos.

Classificação

3,5

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