Superman # 21 – Novos 52

Por Marcus Vinicius de Medeiros
Data: 22 maio, 2015

Superman # 21Editora: Panini Comics – Revista mensal

Autores: Híbrido – Parte 1 (Action Comics #19) – Andy Diggle (roteiro), Tony S. Daniel (desenhos), Batt (arte-final) e Tomeu Morey (cores);

Híbrido – Parte 2 (Action Comics #20) – Andy Diggle e Tony S. Daniel (roteiro), Tony S. Daniel (desenhos), Batt e Daniel (arte-final) e Tomeu Morey (cores);

Híbrido – Parte 3 – Mais do que humano (Action Comics #21) – Andy Diggle e Tony S. Daniel (roteiro), Tony S. Daniel (desenhos), Batt e Norm Rapmund (arte-final) e Tomeu Morey (cores).

Preço: R$ 7,20

Número de páginas: 72

Data de lançamento: Março de 2014

Sinopse

Superman é atacado por um vírus mortal que ameaça a sua vida, cortesia do gênio perverso Lex Luthor!

Positivo/Negativo

Andy Diggle foi escalado para escrever a revista Action Comics após a saída de Grant Morrison, contando com a parceria de Tony S. Daniel nos desenhos. Contudo, por divergências criativas com a DC, a dupla produziu apenas três edições do título, publicadas por aqui em Superman #21, da Panini.

E, logo de cara, Diggle e Daniel mostram serviço. A sequência de abertura é bastante inspirada, mostrando a relação entre Clark Kent e Lois Lane no contexto do reboot conhecido como Novos 52. Para quem estava acostumado à vida de marido e mulher do casal de jornalistas, há uma interessante mudança de ares.

Eles ainda são profissionais de competência inquestionável que se importam um com o outro, mas o amor inabalável deu lugar ao coleguismo e a novos interesses românticos. Superman virou namorado da Mulher-Maravilha, e Lois caiu de amores por Jon Carrol. O momento em que ele se apresenta é o destaque da edição.

Quando muda o enfoque para o plano de Luthor, infelizmente, o texto de Andy Diggle não soa tão original, embora continue funcionando dentro de sua proposta. Mas Lex ainda é o bandidão que todos amam odiar, e a abordagem dos novos autores faz justiça ao personagem.

Superman é atingido por um vírus mortal, e precisa lutar para sobreviver. A dinâmica de personalidades acaba se perdendo um pouco, mesmo com a introdução da Dra. Veritas. E, no fim das contas, resiste um gibi de super-herói mais convencional, uma trama atípica do kryptoniano, sem aquela sensação de grandeza que se espera dele.

Na arte, Tony S. Daniel faz um bom trabalho, a exemplo de suas contribuições recentes nas séries de Batman e Novos Titãs. Suas figuras heroicas são majestosas, e a ação é direta e envolvente.

O desenhista não é nenhum mestre da arte, mas ilustra bem essas cenas comuns nos gibis de justiceiros fantasiados. Destaque para a imagem de capa adotada pela Panini, bem como as demais ilustrações de capa reunidas no interior da revista. Há todo um design que cai como uma luva no universo do Homem de Aço.

Talvez o grande problema seja mesmo a descontinuidade dos planos da equipe de autores, comprometendo a evolução do herói nos Novos 52. Divergências criativas são um problema constante e, se maiorais como Grant Morrison e Geoff Johns conseguem liberdade para escrever o que bem desejaram, escritores como Scott Lobdell e Dan Jurgens devem se ajustar aos comandos da editora.

Diggle simplesmente foi um dos muitos que não se adaptou. Se os planos dele resultariam em sagas mais iluminadas do que acabou saindo nas revistas, jamais saberemos. O fato é que se viu apenas um esboço de seus planos para Superman e elenco de coadjuvantes. E ele era promissor.

Classificação

3,0

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