SUPERMAN # 68

Por Eduardo Nasi
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Antivida – Dan Abnett, Andy Lanning (texto), Chris Batista, Andy Smith, Mike Norton (desenhos), Cam Smith, Prentis Rollins, Mike Norton (arte-final) e Jason Wright (cores);

A queda de Camelot – Kurt Busiek (texto), Carlos Pacheco (desenhos), Jesús Merino (arte-final) e Alex Sinclair (cores);

Pequena Miss Perfeição – Joe Kelly (texto), Alé Garza, Adam Archer (desenhos), Sandra Hope (arte-final) e Rod Reis (cores);

O último filho – Geoff Johns, Richard Donner (texto), Adam Kubert (arte), Dave Stewart (cores).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Julho de 2008

Sinopse: Antivida – Numa história situada no passado, Superman precisa impedir, com a ajuda do Povo da Eternidade, que Darkseid invada Metrópolis.

A queda de Camelot – Superman vira o mundo de cabeça pra baixo em busca de Arion.

Pequena Miss Perfeição – Supergirl enfrenta uma versão alternativa de si mesma.

O último filho – Superman conta com a ajuda de Mon-El para sair da Zona Fantasma e livrar a Terra dos kryptonianos.

Positivo/Negativo: Quem diria? Depois de anos e anos como o azarão dos super-heróis, Superman consegue se manter como um dos títulos mais interessantes das bancas. Está imune até mesmo à queda brutal de qualidade que os demais títulos da DC Comics vêm mostrando nos últimos meses.

Esta edição, por exemplo, rende uma leitura deliciosa. Das quatro histórias, três são divertidas, repletas de ação, com personagens bacanas e cenas de alto impacto.

A exceção é o título Supergirl, que faz parte do mix. A trama da prima do Homem de Aço se perdeu há meses – e nunca mais conseguiu encontrar um eixo. O resultado é que, a essas alturas, a trama está tão confusa que beira a incompreensão. Mais do que isso: não motiva o leitor a entrar em seu mundo.

Mas as outras três aventuras compensam os problemas.

Antivida, que se situa no passado do Homem de Aço, traz um time de criadores competente, que faz uma releitura despretensiosa das histórias do mestre dos quadrinhos Jack Kirby. Com um ritmo delicioso, os autores misturam Darkseid, cores berrantes e uma batalha no centro de Metrópolis. O resultado é um barato!

Situada cronologicamente nos dias atuais, A queda de Camelot já é uma história mais séria. Tem até um drama existencial: o do alienígena abandonado Kriatura 17, que pede que Superman escolha um lado: o dos ETs ou o dos humanos.

É piegas, mas isso não chega a prejudicar a trama – que tem como ponto forte o desfecho, uma cena improvável que leva Superman aos limites de seu poder.

A continuação de O último filho também tem bons momentos – e encerra em grande estilo: com Superman pedindo ajuda a Lex Luthor. O arco, marcado desde o início pela referência aos longas-metragens do Homem de Aço, se aproxima do desfecho com um belo roteiro.

O maior problema fica para a narrativa do artista, o cultuado Adam Kubert – que digrama algumas páginas de forma confusa.

É assim, sem ambição de ser perfeita, mas com talento e competência, que Superman tem se firmado como um dos títulos mais interessantes dos quadrinhos de super-heróis em circulação no Brasil.

Classificação:

4,0

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