Superman # 7 – Novos 52

Por Marcus Vinicius de Medeiros
Data: 15 março, 2013

Superman # 7 - Novos 52Editora: Panini Comics – Revista mensal

Autores: Como se julga um Superman (Superman # 6) – George Pérez (roteiro), Nicola Scott (desenhos), Trevor Scott (arte-final) e Brett Smith (cores);

Aos confins do inferno (Superman # 7) – Keith Giffen (roteiro e coargumento), Dan Jurgens (coargumento e desenhos), Jesús Merino (arte-final) e Tanya e Richard Horie (cores);

A decisão apocalíptica do Superman (Action Comics # 7) – Grant Morrison (roteiro), Rags Morales (desenhos), Rick Bryant (arte-final) e Brad Anderson (cores);

Aço em Enquanto isso… (Action Comics # 7 II) – Sholly Fischer (roteiro), Brad Walker (arte) e Jay David Ramos com David Curiel (cores).

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 72

Data de lançamento: Dezembro de 2012

Sinopse

Superman – O Homem de Aço enfrenta sua contraparte perversa pela cidade de Metrópolis, com participação da Supergirl.

Superman – Surge uma nova ameaça alienígena na Terra.

Action Comics – Metrópolis foi miniaturizada pelo Colecionador de Mundos, e o Superman precisa fazer a decisão mais difícil de sua carreira.

Aço – John Henry Irons é o novo herói da cidade, e entra em ação em meio às aventuras do Superman.

Positivo/Negativo

Com a reformulação completa do Homem de Aço por John Byrne, a partir da saga lançada em 1986, o personagem perdeu um pouco de seu apelo mítico, mas cresceu como protagonista de uma série de histórias mais humanas.

O enfoque dos autores nos anos seguintes foi em Clark Kent, sua amada Lois Lane e no relacionamento de um time de jornalistas íntegros e competentes. Dan Jurgens, Roger Stern e Karl Kesel, dentre outros, entendiam o Homem de Aço como um homem nascido e criado na Terra, que decidiu usar seus poderes para ajudar o próximo, devido aos ensinamentos dos pais Jonathan e Martha Kent.

O legado de Krypton vinha em segundo plano. Aquele Superman viveu aventuras eletrizantes, executou criminosos, enfrentou uma crise de consciência, se exilou no espaço, viajou pelas dimensões e pelo tempo, morreu, ressuscitou, se casou com Lois Lane e liderou a Liga da Justiça da América.

Contudo, no entendimento da DC Comics, essa bagagem cronológica precisava ceder espaço a abordagens mais diretas, e o caminho foi aberto com outra reformulação de todo o universo ficcional da editora.

Mudanças foram uma constante na existência do Superman desde a publicação da primeira história assinada por Jerry Siegel e Joe Shuster, em 1938. Ele foi desde um vigilante fora-da-lei até um messias incompreendido, mas manteve sempre a essência de esperança, otimismo e vontade de fazer o bem.

E aí está o valor da recente reformulação pós-reboot da DC. George Pérez e Grant Morrison desconsideraram anos de histórias do personagem e introduziram uma atitude mais direta e assertiva para o kryptoniano, sem perder o foco do que o faz ser o Superman.

Esta edição traz a conclusão do arco de histórias inicial escrito por Pérez, com arte da competente Nicola Scott, e tem toda a sensibilidade de uma aventura clássica com temperos modernos. O roteirista não tenta reinventar a roda, mas prende a atenção por meio de confrontos diretos e boa dinâmica de personagens. A loira Supergirl participa da aventura do primo, mas fica de fora do mix da revista, abrindo espaço a mais um capítulo de Superman.

Keith Giffen e Dan Jurgens assinam o arco que sucede a trama de Pérez, e notam-se de imediato os vícios e virtudes da nova equipe de criação. De positivo, a interação entre Clark Kent, Lois Lane e Jimmy Olsen na redação do Planeta Diário, muito mais atraente na atual fase do herói.

Por outro lado, o vilão extraterrestre saído do Universo WildStorm foi uma solução equivocada para reaproveitar os conceitos do antigo estúdio de Jim Lee, que não combinam com o Homem de Aço. Mas Jurgens é talentoso e bem acostumado ao mundo do Superman e, para os fãs de longa data, é sempre bom tê-lo de volta.

Já a trama de Action Comics, com texto de Grant Morrison e arte de Rags Morales, mantém o pique da nova DC e reafirma o potencial de um ícone para os novos tempos. Não chega a ser tão impactante como as investidas dos artistas nas últimas edições, mas continua cheia de boas ideias e ritmo acelerado.

Os desenhos de Morales finalmente combinam com o conceito do jovem Superman e a descoberta de sua origem alienígena, com o melhor de seus dois mundos.

E há uma história curta estrelada pelo personagem Aço, reinventado para o universo dos Novos 52, com roteiro de Sholly Fischer. A forma como a DC apresentou o herói blindado, em histórias secundárias da revista Action Comics, pode até ser questionável, mas o trabalho dos autores merece atenção.

Já são sete edições de Superman desde o reboot, nas quais texto e arte não decepcionam.

Classificação

3,5

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