SUPERMAN GODFALL – O FIM DOS DEUSES

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: SUPERMAN GODFALL – O FIM DOS DEUSES (Panini
Comics
) – Edição especial
Autores: Michael Turner e Joe Kelly (roteiro) e Talent Caldwell (arte).

Preço: R$ 8,00

Número de páginas: 112

Data de lançamento: Agosto de 2005

Sinopse: Após uma série de conturbado eventos, Superman desapareceu. A Terra fica sem seu maior protetor, enquanto ele aparentemente está em um planeta Krypton que não foi destruído, como o da sua realidade.

Algo está muito errado e isso certamente é um trabalho para o Superman.

Positivo/Negativo: Foi uma boa decisão da Panini transformar este arco em um especial, agilizando a chegada da nova fase do personagem na sua revista mensal. Apesar da encadernação não ficar tão bom quanto as com lombada quadrada, a edição ficou bem acabada, mostrando todas as capas, alguns esboços e ainda um histórico dos principais eventos que levaram o herói a esse ponto.

Agora, quanto ao conteúdo, a trama acaba sendo um prólogo do arco dos Futureiros, apresentado em Superman # 32, que encerrou uma história que se desenrolou nos últimos anos das revistas do Homem de Aço sobre o Brainiac 13.

Sobre esta história recaiu o triste fardo de fazer a ponte entre o que vinha acontecendo e a nova fase do personagem, nas mãos de grandes desenhistas como Jim Lee e o brasileiro Ivan Reis.

No geral, a história não é ruim. Começa com uma premissa parecida com Super-Homem – O homem que tinha tudo, de Alan Moore. Só que, diferente desse clássico, Kal-El está triste, pois sente que falta algo na sua vida. Na realidade em que está inserido, ele é uma pessoa comum. O desenrolar da trama, que se revela uma aventura em Kandor, a cidade engarrafada, é ação sem parar.

Apesar do estilo do desenhista Talent Caldwell não agradar a todos, por ser carregado de elementos daquilo que se convencionou chamar “Escola Image“, com homens enormes e musculosos e mulheres longilíneas e sensuais, ele faz um bom trabalho no sentido de dar um ritmo para a aventura, conduzindo bem a ação e os combates.

Algo que vale reparar é que o desenhista tem o traço influenciado pelo estilo mangá mais quando desenha mulheres do que quando faz os homens.

Fazendo um balanço, esta revista nunca será um clássico.Serve mais para divertir e apresentar dois novos personagens (Preus e Lyla) que podem ser reaproveitados no futuro.

Classificação:

4,0

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