Tex Graphic Novel # 8 – O homem dos revólveres de ouro

Por Thiago de Carvalho Ribeiro
Data: 22 maio, 2020

Tex Graphic Novel # 8 – O homem dos revólveres de ouroEditora: Mythos – Edição especial

Autores: Pasquale Ruju (roteiro), R.M. Guera (desenhos) e Giulia Brusco (cores) –Originalmente em Tex Romanzi a Fumetti # 9.

Preço: R$ 32,90

Número de páginas: 48

Data de lançamento: Novembro de 2019

Sinopse

Na fronteira do Rio Grande, Juan Gonzales retornou do inferno para matar os velhos rangers que o haviam caçado muitos anos antes. O cintilar de seus revólveres é como o toque fúnebre de um sino imperdoável.

Os amigos de Carson caem um após o outro. E, da lista, também faz parte o nome dele, que cavalgará com Tex na pista do homem dos revólveres de ouro, em um crescendo de sangue e de violência.

Positivo/Negativo

Um faroeste spaghetti muito bem desenhado e que prende a atenção do leitor até o final, mesmo cheio de vários clichês do gênero. Esta seria a definição ideal deste oitavo volume de Tex Graphic Novel.

O texto de Pasquale Ruju é cheio de situações que os leitores já viram em vários formatos e mídias. Mas a execução da trama, os personagens centrais e os atos do vilão da aventura fazem com que seja uma leitura dinâmica, em muito ajudada pela arte de R.M. Guera, um dos criadores da série Escalpo, da Vertigo.

Na trama, o leitor encontra Kit Carson, que, normalmente, é o coadjuvante no posto como o verdadeiro protagonista, roubando merecidamente o brilho de Tex Willer, ao procurar um assassino que está no encalço de rangers aposentados.

Todos se envolveram na guerra entre México e Estados Unidos da América, ente 1846 e 1848, na caça a um cruel bandido mexicano que atacava pela retaguarda as tropas americanas. E Carson, então jovem estava dentre eles.

Na medida que o passado de Juan Gonzales, o homem dos revólveres de ouro, é contado e, ao assassinar brutalmente seus alvos e ex-companheiros de Carson, Tex e seu pard chegam mais e mais perto de sua pista.

Trata-se de uma história de vingança, na qual os atos do vilão no presente refletem a forma como ele foi tratado no passado, descontando em idosos já aposentados a sua ira. Não é nada original, mas a forma como é contada faz com que a HQ seja rapidamente lida, pois a narrativa flui muito bem.

Pasquale Ruju não se preocupa em desenvolver personagens secundários, dando apenas a motivação certa para o vilão. Até mesmo Tex, que sempre tem um comentário sarcástico nos lábios, está mais calado do que de costume. A ideia é que Carson receba os holofotes. E o leitor percebe isso, já que são poucas páginas para uma história rápida e direta, voltadas para colocar em conflito Carson e Gonzales.

O desenho do sérvio R.M. Guera é o grande destaque da obra, ao lado das cores da italiana Giulia Brusco. Distante do preto e branco das histórias regulares de Tex, a arte de O homem dos revólveres de ouro, com excelente uso de luz e sombras nos momentos certos, chama atenção pelo seu ambiente, que realmente transmite a sensação de uma região do Velho Oeste.

É como se o leitor pudesse sentir a temperatura da aventura, com a aridez diurna e o frio das noites nas planícies. E isso muito se deve aos belos tons de Giulia Brusco.

Guera trabalha muito bem na transição dos quadros e na narrativa, mesmo quando a violência é dosada – afinal, apesar da alta carga de brutalidade, ainda é um título de Tex, e a Sergio Bonelli não ia deixar virar um banho de sangue, como acontecia em vários momentos de Escalpo. Ou seja, espere alguns momentos nos quais os personagens farão muitas caretas ao levar tiros.

O homem dos revólveres de ouro pode não primar pela originalidade, mas é uma boa e rápida leitura, com uma arte ótima.

Classificação:

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  • Beto Magnun

    Achei o início dessa série promissor. O primeiro volume trouxe uma visão interessante do ranger pelos olhos do velho de guerra Serpiere. Achei que seguiria essa linha semelhante as graphic msp: Cada volume um artista de fora dos fumetti.
    Mas não. Só as mesmas figuras como Boselli, que é ótimo, mas aqui entregou tramas básicas e apressadas devido ao número de páginas.
    E agora o Rujo, que escreveu alguns dos piores Tex que li. Pelo menos esse volume trás a arte do Guera e as cores maravilhosas da Brusco.
    Enfim… Uma série decepcionante. Só falta tirarem o Nizzi da aposentadoria.

  • Juruna

    Achei pouca a quantidade de balões (3,5) em relação ao que foi dito no texto. Já li o trabalho, concordo com a apreciação, mas daria 4 balõezinhos. Parece-me mais coerente com o que foi dito. Mas, é apenas uma opinião.