THE DARKNESS / BATMAN

Por André Craveiro
Data: 1 dezembro, 2011

THE DARKNESS / BATMAN

Editora: Abril Jovem – Edição especial

Autores: Jeph Loeb e Scott Lobdell (roteiro), Marc Silvestri, Dave Finch e Clarence Lansang (desenhos), Joe Weems V, Danny Miki, Victor Llamas, Matt Baning e John Livesay (arte-final), Liquid! (cores) e Marc Silvestri e Danny Miki (capa) – Originalmente publicado em The Darkness/Batman, em 1999.

Preço: R$ 3,90 (preço da época)

Número de páginas: 32

Data de lançamento: Outubro de 1999

 

Sinopse

Assassinatos bizarros contra membros da máfia em Gotham deixam a polícia, o comissário Gordon e Batman, num mistério aparentemente insolúvel. Os métodos empregados em cada morte vão além das habilidades humanas mais treinadas, o que fará o Cavaleiro das Trevas empenhar todos os seus artifícios para solucionar mais esse caso.

Na cidade para um baile beneficente organizado por sua amiga de infância Jenny, Jackie Estacado, em contragosto aos desmandos de seu tio Don Frankie Franchetti, arma um plano para se livrar da ameaça que o Morcego representa aos ilícitos negócios de família.

Uma vez mais, escuridão e sombras tomarão conta da cidade – de um jeito ou de outro.

Positivo/Negativo

De longe, Batman sempre foi o favorito para protagonizar tramas com personagens de editoras distintas. Na década de 1990, liderou participações em crossovers dos mais variados, de minisséries a edições especiais, numa época de mercado saturado com baixa qualidade nas histórias.

Dentre o leque de encontros, deu-se a fugidia aliança com o mafioso Jack Estado – ou The Darkness, então um dos grandes nomes da Image Comics.

Como já é de costume nesses embates, há o velho clichê das comparações entre atitudes, princípios e valores defendidos por ambos. Um abraçou a escuridão para causar medo nos foras da lei; o outro é abraçado pela escuridão, sendo um fora da lei. Nasce a inevitável discórdia.

Então, o modelo padrão se desenvolve: os personagens não se entendem inicialmente, passam a se conhecer (inclusive em suas identidades civis) e forjam uma aliança nas últimas cenas. A única exceção é que não há o famoso par de vilões para planejar a derrocada da dupla.

Mas, para contornar essa omissão, as páginas apresentam um desfile pra lá de gratuito de arqui-inimigos do Batman.

Duas-Caras, Mulher-Gato, Crocodilo e Coringa – numa caracterização estilizada que mistura suas versões em A piada mortal e Asilo Arkham – fazem “participações especiais” que em nada acrescentam ao enredo, na vã tentativa para valorizar a publicação.

Outras pontas são os pequenos demônios Darklings, de Estacado. Esses “gremlins” terroristas dão um esteio levemente cômico à história, muitas vezes com humor involuntário.

De praxe, a leitura segue o estilo estabelecido no auge da Image, quando a valorização dos desenhos era o foco editorial em detrimento da narrativa.

Abuso de páginas duplas (horizontais e verticais); diagramação e distribuição confusa de muitos quadros com estética de rascunho, por vezes ladeados por desenhos de corpo inteiro; e uma típica arte impregnada por hachuras em demasia, principalmente nos personagens.

Os conhecidos ingredientes de uma fórmula, felizmente, já defasada.

Um ponto menos relevante: nota-se a inversão do desenho da capa da versão norte-americana, espelhada para a edição nacional – que também possui colorização mais clara. Nada que comprometa a concepção original da arte, mas vale o registro.

Classificação:

4,0

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