The fade out – Act Two

Por Milena Azevedo
Data: 29 março, 2018

The fade out – Act TwoEditora: Image Comics – Edição especial

Autores: Ed Brubaker (roteiro), Sean Phillips (arte) e Elizabeth Breitweiser (cor). Originalmente em The Fade Out # 5 a # 8.

Preço: US$ 12,99

Número de páginas: 120

Data de lançamento: Setembro de 2015

Sinopse

Charlie segue coletando pistas do assassino de Valeria Sommers, enquanto Gil acha que está bancando o esperto ao chantagear o Sr. Thursby. Mas suas ações podem levá-los a respostas que eles não querem encontrar.

Positivo/Negativo

Uma vez que nada é o que aparenta ser no lugar onde as mentiras são tidas como verdades, vence quem consegue interpretar melhor seu personagem, antes e depois da batida da claquete.

O segundo volume encadernado de The fade out foca na tensão entre os roteiristas Charlie e Gil, quase melindrando o acordo de trabalho pré-estabelecido. Cada um passa a usar suas armas para saber quem matou Val Sommers, levando a crer que Victor Thursby e Al Kamp, os fundadores da Victory Street Pictures, escondem segredos asquerosos.

Gil vai buscar conselhos com o escritor pulp Dashiell Hammett, o qual está promovendo um evento informal para angariar fundos em prol dos artistas que estão na “lista negra”, e dá o pulo do gato para Thursby cair na sua ratoeira.

Já Charlie tenta fugir um pouco da realidade nos braços de Maya Silver, a nova celebridade instantânea, mas lembranças de Val são recorrentes, inclusive de um estranho incidente ocorrido anos atrás envolvendo Al Kamp, deixando-o com a pulga atrás da orelha.

Enquanto isso, a extravagante vida dos astros da Victory Pictures continua a mil. Por isso, os caprichados textos e ações de marketing da relações públicas Dottie Quinn são extremamente necessários. Ela se esforça bastante para esconder a homossexualidade do ídolo Tyler Graves, com direito a uma homenagem de Brubaker a James Dean.

Para complementar o trabalho de Dottie, o truculento chefe de segurança Phil Brodsky segue tocando o terror e limpando toda e qualquer sujeira comprometedora aos dividendos e à moral de Thursby e Kamp.

Não é de surpreender que a verdade comece a vir à tona numa festa à fantasia.Brubaker dá um descanso ao azar de Charlie, dando-lhe alguns momentos de compensação (insere passagens de exposição no presente e em flashbacks, com ações inesperadas de antigos e novos personagens, conduzindo bem o suspense da trama e deixando o leitor com as mesmas indagações de Charlie sobre em quem depositar sua confiança), mas enfatiza que a sina dele é trilhar a fina linha entre prazer e dor, como todo bom anti-herói noir.

Destaque para os ótimos textos (narração e diálogo), especialmente entre Charlie e Maya nas cenas pós-sexo, a sensibilidade de Sean Phillips para extrair sentimentos dos olhares e do gestual dos personagens, bem como para os convidados especiais (se o primeiro encadernado trouxe Clark Gable, este tem Humphrey Bogart e Dashiell Hammett, numa referência a O Falcão Maltês).

Classificação

.

Compre esta edição aqui!

• Outros artigos escritos por

.

.

.

  • Milena Azevedo

    Concordo, Luciano! Vamos ver se, em breve, alguma editora daqui se manifesta.

  • Marcos

    Estas séries são ótimas, mas vou ficar feliz mesmo no dia que alguma editora resolver publicar Sleeper, da mesma dupla. Acho incrível ninguém nunca ter nem cogitado publicá la por aqui.

    • Luciano Zinn

      Sleeper é da DC, que foi lançado pelo selo da Wildstorm. Esse titulo poderia sair no mesmo formato que saiu The Autority.

      Tá na hora de termos uma editora que cuida de materiais com temática noir.

  • Gabriel Iatarelli

    Tá me batendo uma vontade forte de fazer um abaixo assinado pra Panini terminar de lançar Criminal e se possível lançar junto Fatale e outras coisas do Brubaker pela Image.

    Eu sei que eles não iam dar a mínima, mas não ia custar tentar.

    • Criminal foi um fracasso de vendas. Eles não vão publicar HQs autorais do Brubaker por um bom tempo.