Thermæ Romæ # 4

Por Audaci Junior
Data: 8 agosto, 2014

Thermæ Romæ # 4Editora: JBC – Série mensal em seis edições

Autora: Mari Yamazaki (roteiro e desenhos) – Originalmente publicado em Terumæ Romæ (tradução de Drik Sada).

Preço: R$ 19,90

Número de páginas: 176

Data de lançamento: Dezembro de 2013

Sinopse

Roma, 137 d.C. O sucessor do trono de Adriano e seu filho adotivo, Élio César, retorna de Panônia com a saúde completamente debilitada.

Diante da situação delicada, Lucius Modestus convida o Imperador para um banho nas termas e, lá, Adriano propõe uma tarefa importantíssima ao arquiteto.

Quando Lucius estava decidido a aceitar, ele faz novamente uma involuntária viagem temporal para o Japão dos dias atuais. O problema é que, dessa vez, não consegue retornar a Roma de jeito nenhum, fazendo a estada mais longa de todas, com direito até a um trabalho em uma hospedaria em Ito.

Positivo/Negativo

Essencialmente, Thermæ Romæ é uma comédia. Mesmo com todo seu fundo histórico e exercício criativo de intervenção por meio de viagens temporais, nem personagens reais são poupados pela autora.

Um exemplo logo no início deste volume é o moribundo Élio César, sucessor do trono romano, representado como um incorrigível mulherengo por Mari Yamazaki, que justifica a ênfase na característica para os motivos cômicos no texto do final do capítulo.

Oxigenando a narrativa cíclica da série, rola um impasse que se desenrolará por mais capítulos: o protagonista não consegue retornar para sua época.

Há ainda a introdução da “cara achatada” Satsuki, uma jovem estudiosa da cultura romana e consequentemente do latim, filha de uma gueixa de Ito, cidade localizada na região central do Japão.

Enquanto Lucius se esforça nas tarefas da hospedaria local, Yamazaki aproveita para derrubar os estereótipos da visão ocidental que cercam a imagem da gueixa, uma figura tão icônica quanto o samurai ou o Monte Fuji.

No texto do referido capítulo, a autora descreve como foi passar dois dias aprendendo os princípios e vivência de uma gueixa. Narrado de forma leve e confidencial, esses “bastidores” se revelam tão vitais quanto a história em si.

Quando o arquiteto romano descobre a “caixa mágica” da televisão, são mostradas considerações científicas a respeito dos relâmpagos da época de Lucius Modestus. Apesar de o personagem creditar a dádiva concedida pelo deus Júpiter aos “caras achatadas”, ele cita o naturalista Caio Plínio Segundo (23-79 d.C.), também conhecido como Plínio, o velho, autor da enciclopédia Naturalis Historia.

Como nas edições anteriores, a JBC mantém a qualidade em relação aos outros mangás de linha da editora, com orelhas e aplique de verniz na capa cartonada, papel offset de boa gramatura e impressão bacana.

Com uma arte detalhada, Thermæ Romæ é mais uma janela para descobrir paralelos entre duas culturas e períodos históricos diferentes e, de quebra, garantir o entretenimento de uma leitura agradável e prazerosa.

Classificação

4,0

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