THOR – EM NOME DO PAI

Por Amalio Damas
Data: 1 dezembro, 2012

THOR - EM NOME DO PAI

Editora: Panini Comics – Edição especial

Autores: J. Michael Straczynski (roteiro) e Olivier Coipel e Marco Djurdjevic (desenhos) – Originalmente publicado em Thor # 7 a # 12 e Thor # 600.

Preço: R$ 48,00

Número de páginas: 200

Data de lançamento: Março de 2012

 

Sinopse

O Deus do Trovão está esgotado após reconstruir Asgard e resgatar do limbo todos os asgardianos. Por isso, precisa do sono de Odin, agora sono de Thor, para se restabelecer.

Durante o seu descanso, Thor encontra seu pai e descobre por que ele não voltou do sono eterno.

Com Thor em repouso, Donald Blake fica livre para ir atrás de Jane Foster, tentando descobrir o destino de Lady Sif.

Enquanto isso, Loki, agora em um corpo feminino, continua engendrando artimanhas sorrateiras contra seu irmão Thor.

Uma aliança com Hela, a deusa da morte, uma viagem no tempo, uma revelação sobre a origem de Balder e a ressurreição de um grande líder do passado, são algumas das surpresas que Loki preparou para Thor.

Positivo/Negativo

Nos últimos anos, mortes e renascimentos têm sido constantes nas HQs de super-heróis, virando motivo de piada entre os fãs e gerando confusões cronológicas que desafiam a lógica e a paciência.

Não é o caso desta edição, que tem como mérito um escritor com talento para reinventar situações, na maioria das vezes com sucesso.

Nos primeiros seis números desta série, também publicados pela Panini, no encadernado O renascer dos deuses“, J. Michael Straczynski mostrou a reconstrução de Asgard e a ressurreição dos deuses.

Neste volume, que compila sete números da série original, o escritor faz um questionamento: certo, os deuses estão aqui, Asgard está flutuando sobre a Terra, mas e agora? O que eles irão fazer? É com essa pergunta que Loki trabalha o tempo inteiro.

Principalmente quando se revela que Balder é muito mais do que apenas um grande guerreiro, e tem um papel importantíssimo na família real asgardiana. Mais: Thor sabia desse fato e ficou calado.

Interessante também é o resgate do passado de Odin e da sua relação com seu pai, Bor, o qual terá um papel fundamental na trama.

Um aspecto muito interessante e não explorado pelo autor é a condição feminina de Loki. Os deuses o tratam quase da mesma forma e não fica explícito nenhum desconforto com relação a isso, e nem o deus da trapaça utiliza suas formas femininas para seduzir alguém, o que seria adequado ao seu perfil.

Entretanto, sua forma feminina é justificada, quando ele conversa com Hela, antes de empreender uma viagem no tempo que, como ele mesmo diz, não alterará nenhum acontecimento, mas colaborará para que tudo ocorra da mesma forma.

Ao final da trama, um gancho para futuras aventuras revela o parceiro de Loki na empreitada para dominar Asgard.

Os desenhos são irrepreensíveis. Tanto Djurdjevic quanto Coipel fazem um trabalho competentíssimo, em desenhos e narrativa.

A edição da Panini faz jus ao subtítulo Deluxe, com um preço não tão salgado quanto a maioria dos álbuns publicados por este selo.

Vale mencionar que, originalmente, esta nova série do Thor terminaria na edição # 13. Mas, para capitalizar em cima de um número comemorativo, a Marvel resolveu contabilizar todas as encarnações da revista do Thor desde o início, chegando ao expressivo # 600. Nada que aumente ou diminua o mérito desta história bem contada.

 

Classificação:

4,0

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