TOM STRONG # 1

Por Marcelo Naranjo
Data: 1 dezembro, 2001

Tom Strong #1Título: TOM STRONG # 1 (Pandora Books) – Revista mensal

Autores: Tom Strong – Alan Moore (argumento), Chris Sprouse (arte) e Alan Gordon (arte-final);
Top Ten – Alan Moore (argumento) e Gene Ha & Zander Cannon (arte).

Preço: R$ 6,90

Data de lançamento: Maio de 2002

Sinopse: Tom Strong – O jovem Timmy Turbo recebe um esperado pacote pelo correio: o kit de iniciação dos Strongmen da América, contendo um distintivo, um certificado e uma revista com a origem de Tom Strong. A caminho da escola, no bonde, ele lê o gibi, no qual podemos acompanhar a sua trajetória, com a chegada de seus pais a uma ilha quase deserta; somos apresentados ao robô Pneuman; e acompanhamos o nascimento do herói.

Enquanto isso, ladrões tentam assaltar o bonde, mas são impedidos por Tom Strong. Timmy permanece alheio a tudo, estando compenetrado na leitura da revista que tem em mãos. O leitor fica sabendo, então, da infância do herói, da morte de seus pais e da sua vida, daí em diante, com os Ozu, um povo nativo daquelas terras.

Tom viaja então para a América, voltando tempos depois para concretizar seu casamento. E Timmy continua concentrado na leitura, até que tem uma grande surpresa.

Top Ten – Robyn Slinger, uma oficial recém-saída da academia, junta-se ao Top Ten, um grupo de policiais treinados, todos com algum tipo de superpoder. Essa equipe tem a função de combater o crime em Neopolis, uma cidade onde todos os habitantes também são dotados de dons pra lá especiais.

Robyn sai em sua primeira missão junto com o policial Smax, um grandalhão mal-humorado, dotado de invulnerabilidade. São apresentados inúmeros heróis e vilões. Nada será fácil na nova vida da policial.

Positivo/Negativo: Assim como The Authority, Tom Strong e Top Ten são ótimas opções para quem cansou da mesmice nas histórias de super-heróis. Alan Moore, como sempre, está muito além da maioria dos escritores de comics, e é o responsável pelo diferencial das histórias desta edição.

Tom Strong tem uma narrativa ágil, divertida e inteligente, contando com uma arte deliciosa, numa aventura que traz de volta até mesmo o saudosismo por histórias antigas. Não à toa, o cenário tem tanta ligação com o universo dos pulps americanos.

Top Ten exige mais atenção do leitor, numa trama cheia de minúcias, com arte bastante detalhada.

O ponto negativo fica por conta da impressão em geral, muito “apagada”, principalmente na história do Top Ten, em alguns balões de diálogo.

Classificação:

4,0

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