TUTTO ZAGOR # 166

Por José Ricardo do Socorro Lima
Data: 1 dezembro, 2007


Título: TUTTO ZAGOR # 166 (Sergio
Bonelli Editore
) – Revista mensal

Autores: Décio Canzo (roteiro) e Pini Segna (desenhos).

Preço: 2700 liras

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Março de 1995

Sinopse: Tragédias e fatos inexplicáveis mudam a vida da tranqüila cidadezinha de Wheeling. Morrem o xerife Brady e um empregado do banco local, enquanto dinheiro e outros objetos parecem “voar” sozinhos. A presença do professor Verybad num forte vizinho faz Zagor pensar que o cientista tenha uma idéia do que está acontecendo.

Continuando a aventura iniciada no número anterior, Zagor e Chico vêem-se às voltas com um homem invisível, que, na verdade, se revela como Jim Kelly, um perigoso bandido que tomou o soro da invisibilidade, criado pelo aloprado professor Verybad.

Graças a um estratagema, Zagor derrota o meliante, mas nem todos apreciam o seu gesto seguinte. Com efeito, após saber que os militares americanos pretendem usar o soro para levar vantagem nas guerras, o herói, num acesso de fúria, destrói todo o laboratório de Verybad, e faz os militares saírem em seu encalço.

A aventura termina no número seguinte, com Zagor e Chico caindo nas garras de um novo homem invisível, cuja identidade será uma surpresa para todos.

Positivo/Negativo: Esta história, publicada no Brasil, nos números # 61 e # 62 da Record é uma das mais fracas de toda a série.

De início, registre-se que os desenhos de Pini Segna não se adaptam ao universo do personagem, pois têm um traço muito grosso, semelhante ao de Francesco Gamba.

A armadilha feita por Zagor para prender o bandido resulta na morte de três militares. Ora, se todos sabem que o vilão era invisível, nada mais óbvio que ele atacasse sem ser visto. E é o que realmente ocorre.

Para piorar essa seqüência, Jim Kelly, após matar os militares que guiavam a carroça na qual se supunha haver ouro, abre-a com seu revólver na mão.

Já lá dentro, a arma some misteriosamente. Essa foi a solução encontrada pelo roteirista para que Zagor não levasse um tiro, pois o Espírito da Machadinha estava escondido no interior da carroça.

De volta ao Forte Jericó, Zagor tem um fugaz encontro com a bela Nancy Hudson, filha do comandante do lugar.

É digno de nota registrar que Zagor, ao contrário de Tex, se interessa pelo sexo oposto, embora isso seja bem discreto e só ocorra esporadicamente.

Por fim, durante seu ato de fúria, ao destruir o laboratório do professor, Zagor parece esquecer que está em instalações militares, regularmente constituídas. Nesse momento, os fins justificaram os meios e valeu tudo para que ninguém mais pusesse as mãos no soro.

Classificação:

4,0

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