UNIVERSO MARVEL # 35

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Motoqueiro Fantasma – Daniel Way (roteiro) e Javier Saltares (desenhos)

Quarteto Fantástico – Dwayne McDuffie (roteiro) e Paul Pelletier (desenhos);

Thunderbolts – Warren Ellis (roteiro) e Mike Deodato (desenhos);

Hulk – Greg Pak (roteiro) e Carlo Pagulayn (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Maio de 2008

Sinopse: Motoqueiro Fantasma – Lúcifer se apoderou do corpo de Halloween e está decapitando pessoas em Sleepy Hollow. Agora, só o Motoqueiro poderá detê-lo.

Quarteto Fantástico – Gravidade está de volta e terá que usar seus novos poderes para ajudar a impedir Galactus de devorar Epoch.

Thunderbolts – Norman Osborn faz uma reavaliação da equipe depois da captura de Jack Flag.

Hulk – A nave que trouxe o Hulk da Terra para Sakaar explodiu e causou uma enorme destruição no planeta. Tudo que o Gigante Esmeralda construiu foi destruído em instantes. Seu breve reinado e casamento se encerraram de forma abrupta e trágica. Agora, com os aliados que conseguiu com seu pacto de guerra, Hulk vai partir para a vingança.

Positivo/Negativo: Esta edição trouxe a última parte de Planeta Hulk, um longo arco de histórias que serviu para manter o Hulk fora da Terra durante a Guerra Civil e aumentar suas motivações para a saga que vem a seguir: Hulk Contra o Mundo.

Não há nenhuma grande surpresa na trama. A nave explodiu, como visto no final do número anterior, destruiu boa parte do planeta, matando, inclusive, Caiera, a nova esposa de Hulk.

O resultado é um gigante verde furioso, sedento por vingança contra os ditos amigos que o exilaram naquele planeta. Convenientemente, o grupo de alienígenas que se juntou ao Hulk por um pacto de guerra sobreviveu e agora têm uma nave para ir com ele até a Terra.

Ou seja, a linha geral da edição é previsível. Contudo, a narração, tanto de texto quanto de visual, está excelente. As cenas são grandiosas e impactantes. Hulk acaba parecendo pequeno diante de todos os acontecimentos que não pode impedir; o sofrimento e a raiva dele são palpáveis. O foco só muda na última cena, com o Hulk em cima da nave com toda sua grandeza e ira apontadas para a Terra.

Vale dizer, principalmente para os leitores mais novos que, com a morte de Caiera, Planeta Hulk se confirma como uma grande cópia de uma antiga saga do personagem, na qual ele é mandado para o Microverso e se apaixona por Jarella.

As semelhanças das duas séries são inegáveis. Elas basicamente se diferenciam pelo que vem antes e o que virá depois. Na saga de Jarella, Hulk foi mandado para o Microverso por um vilão; agora, foi traído por seus amigos e está pronto para iniciar uma nova guerra entre heróis.

Na seqüência, a história do Quarteto Fantástico marca a primeira aventura do novo grupo. No fim, a aventura serviu mais como um epílogo de Abdução, também escrita por Dwayne McDuffie.

Tirando a volta do Gravidade, restam coisas óbvias, como o Pantera Negra voltando para um resgate triunfal, agora todo preparado para encarar o Galactus e seus arautos. E, para deixar um gancho para a edição seguinte, tem uma trama paralela envolvendo a lua-de-mel de Reed e Sue Richards em Titã.

No geral, uma estréia mediana para essa nova fase do Quarteto. Pelo menos está bem desenhada e funciona como passatempo.

O mesmo não se pode falar de Motoqueiro Fantasma. Apesar de o desenho ser excelente, a história continua à deriva, sem propósito nem graça. A idéia do Motoqueiro caçar os 666 pedaços de Lúcifer que se espalharam pela Terra é bem fraquinha.

Agora que Johnny Blaze virou uma espécie de Bruce Banner, que se transforma quando fica com raiva, não se controla e nem lembra o que o Motoqueiro fez, fica difícil entender qual é a do personagem.

Para complicar, o “pedaço” de Lúcifer que ele está combatendo está usando o corpo do vilão conhecido como Halloween. Resta saber se Way vai explicar que Halloween é esse e como Lúcifer o possuiu.

Ao menos a revista fecha com Thunderbolts, que melhorou depois da mudança da equipe criativa. Ellis partiu para uma linha bem diferente do que vinha sendo trabalhado e criou uma trama inteligente, que foge da obviedade de um grande plano de vilões para dominar o mundo ou lutando por uma segunda chance em um caminho para a redenção.

A equipe é uma bomba prestes a explodir. Norman Osborn, o líder, tem surtos psicóticos a todo o momento, os membros não confiam uns nos outros e Rocha Lunar, que comanda as missões de campo, é uma manipuladora egocêntrica. Soma-se a tudo isso uma grande exposição na mídia, que tem vendido uma imagem de grandes heróis para a equipe, e o resultado é intrigante.

Aliás, sobre essa exposição na mídia, há uma excelente piada com o reality show que o Stan Lee fez tempos atrás, Quem quer ser um Super-Herói?, que na revista virou: Quem quer ser um Thunderbolt?.

Tudo isso com um desenho realista, cheio de nuances que revelam o emocional dos personagens. Agora, finalmente, Thunderbolts virou algo que merece ser acompanhado.

Classificação:

4,0

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