UNIVERSO MARVEL # 37

Por Zé Oliboni
Data: 3 julho, 2009


Autores: Motoqueiro Fantasma – Daniel Way (roteiro) e Javier Saltares (desenhos)

Thunderbolts – Warren Ellis (roteiro) e Mike Deodato (desenhos);

Quarteto Fantástico – Dwayne McDuffie (roteiro) e Paul Pelletier (desenhos)

Hulk – Greg Pak (roteiro) e Gary Frank (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Julho de 2008

Sinopse: Hulk – Amadeus Cho está manipulando algumas pessoas e reunindo aliados para a guerra do Hulk contra o mundo, mas o gigante não sabe disso.

Quarteto Fantástico – Em suas férias, Reed Richards acha um estranho fragmento de rocha, que precisa verificar com a ajuda de Hank Pym. Enquanto ele vai até a Terra, Sue é atacada pelo Mago e seu Quarteto Terrível.

Motoqueiro Fantasma – Johnny Blaze começa a entrar em conflito com o Motoqueiro Fantasma e decide ir até Nova York ajudar os heróis a segurar o Hulk.

Thunderbolts – O Aranha de Aço está na mira dos Thunderbolts e, sem querer, vai acabar envolvendo na briga outro dois heróis não registrados que tentavam se manter fora do radar do governo.

Positivo/Negativo: De todos os mixes da Panini, Universo Marvel é o que mais sofre de falta de identidade. A revista contém as séries que precisam ser publicadas, mas não sustentam títulos próprios (Hulk e Quarteto Fantástico) e sobras (Motoqueiro Fantasma e Thunderbolts) que poderiam estar em Marvel Action.

De qualquer forma, o resultado final é um mix estranho, que pode gerar antipatia pela revista e até azedar histórias que poderiam ser bacanas.

É o caso do Quarteto de Dwayne McDuffie. Parece que agora o roteirista se encontrou no título e começou a mostrar aquele equilíbrio de humor “família”, ação, tensão e emoção das boas aventuras do grupo. Ele está mostrando que isso é possível mesmo com a formação diferente, com Reed e Sue fora da Terra e Pantera e Tempestade no Edifício Baxter.

A história não tem nada de excepcional, mas diverte. Se estivesse em um mix legal, com certeza, seria um ponto positivo, mas em Universo Marvel não consegue justificar a compra da revista.

Hulk está com uma trama com ligações com o evento Hulk contra o Mundo, o que poderia ser a razão para o leitor adquirir Universo Marvel. O problema é que nessas megassagas há muitas repetições de cenas. O mais importante das histórias paralelas é reprisado na minissérie principal e vice-versa. Além disso, este arco tem desenhos de Gary Frank, com um traço estranho, com feições muito mal representadas.

Fora isso, Greg Pak está explorando a trama de Amadeus Cho, um personagem tão genial quanto traiçoeiro. Mesmo o leitor deve ter dúvidas sobre as intenções de Cho, pois, apesar da opinião geral ser a favor da vingança do Hulk, os métodos do jovem são bem perversos.

No âmbito geral, a ideia é boa. Um garoto muito inteligente que se faz de vítima e manipula vários heróis brutamontes para fazerem o que quer. Hércules, inclusive, é perfeito para o papel: forte o suficiente para se equiparar ao Hulk e tolo na medida exata para nem suspeitar que age feito uma marionete.

Thunderbolts é uma série que frustra pelo tanto de expectativa que gera um arco escrito por Warren Ellis e desenhado por Deodato. Vale dizer que o roteirista, aparentemente, teve bastante liberdade (dentro da configuração política atual da Marvel, claro), tanto que reformulou radicalmente a equipe. Ainda assim, a história não decolou.

O desenho é ótimo. Tem a sacada de ter dois personagens com alucinações com o Homem-Aranha – Norman Osborn, que dirige a equipe, e o Aranha de Aço, que está sendo caçado. Mas, ainda assim, o conjunto dos elementos não empolga. Anos de Thunderbolts com histórias sofríveis tornaram o grupo antipático, difícil de funcionar. O jeito é ver aonde Ellis quer chegar e seu trabalho será continuado.

Agora, o que afunda realmente a revista é Motoqueiro Fantasma. A combinação dos desenhos de Javier Saltares com as cores de Dan Brown é legal, mas a história é fraca demais.

Até agora, tudo ficou preso na missão do protagonista de destruir os “pedaços da alma” de Lúcifer. Nesta edição, Johnny passa a discutir com o espírito do Motoqueiro Fantasma sobre os inocentes serem mais importantes do que essa tarefa.

Quantas vezes o leitor viu uma trama parecida com esta? Talvez o próprio Motoqueiro tenha passado por uma fase idêntica. Fora isso, no final o personagem decide enfrentar o Hulk, como todo mundo na Marvel está fazendo.

De tempos em tempos, a Marvel deixa vários títulos nas mãos de roteiristas tão ruins, que fica difícil saber quais os critérios da editora.

 

Classificação:

4,0

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