UNIVERSO MARVEL # 38

Por Zé Oliboni
Data: 3 julho, 2009


Autores: Hulk (The Incredible Hulk # 108) – Greg Pak (roteiro) e Leonard Kirk (desenhos);

Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider # 13) – Daniel Way (roteiro) e Javier Saltares (desenhos);

Quarteto Fantástico (Fantastic Four # 548) – Dwayne McDuffie (roteiro) e Paul Pelletier (desenhos);

Thunderbolts (Thunderbolts # 115) – Warren Ellis (roteiro) e Mike Deodato (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Agosto de 2008

Sinopse: Hulk – Enquanto Hulk e Hércules trocam sopapos, Miek e Rick Jones reveem a amizade que cada um formou com o gigante verde.

Quarteto Fantástico – O Mago acredita que matou Reed Richards, mas logo terá uma surpresa; e seu Quarteto Terrível pode não ser suficiente para segurar o que vem por aí.

Motoqueiro Fantasma – Johnny Blaze está controlando o Motoqueiro Fantasma e parte para o ataque contra o Hulk. Enquanto isso, Dr. Estranho e Reed Richards monitoram o combate.

Thunderbolts – Ao tentar prender o Aranha de Aço, os Thunderbolts deparam com Sepulcro e Águia Americana, outros dois heróis não registrados que acabam oferecendo muita resistência.

Positivo/Negativo: Esta edição de Hulk tem um roteiro muito ruim. A história puxa pedaços do número anterior, para depois os abandonar do nada. Pega elementos soltos da minissérie e junta com um momento de homenagem ao passado, relembrando a amizade do Gigante Esmeralda com Rick Jones. Ao mesmo tempo, tenta fazer um paralelo entre Miek e Rick para mostrar o “Hulk de antes” e o “Hulk de agora”.

São vários conceitos soltos, misturados com páginas que deveriam amarrar esta edição com a anterior e a próxima. Isso aliado a com um desenhista mediano e o fato de que todas as revistas da Marvel estão com uma overdose de Hulk torna a edição difícil de engolir.

O Motoqueiro Fantasma se estapeia com… adivinhe! O Hulk! De novo! Nesse título, só se salvam as lutas. Daniel Way é um roteirista muito ruim, principalmente na construção de tramas longas.

Contudo, aqui tem um desenhista que se destaca. Então, em edições como esta, somente de pancadaria, quando a revista não tem conteúdo algum, apenas um visual legal, é possível se divertir.

Quarteto Fantástico parece ter entrado no esquema das revistas mensais. Tirando o fato de o grupo estar com uma formação fora do tradicional, realmente não tem nada de memorável, positivo ou negativo.

E, no geral, esse é o clima de Universo Marvel, uma revista mediana com pouco que mereça ser destacado.

Fechando a edição, Thunderbolts, que tomou um rumo totalmente diferente desde que Ellis assumiu. No entanto, até agora o autor não acertou a mão.

A nova proposta se encaixa no cenário político da Marvel, no qual o governo é o grande inimigo. Os Thunderbolts são, na sua maioria, um grupo de psicopatas com permissão dos Estados Unidos para caçar violentamente criminosos – nessa categoria se incluem os heróis não registrados.

Por isso, é interessante notar que as aparições da equipe em outras histórias têm sido melhores do que o próprio título. O problema é que Ellis tem uma série de questões para construir, o que toma tempo. O autor tem bons momentos, como o plano da Soprano, que levou o Mercenário a ficar em estado crítico, mas tudo é desenvolvido de forma bastante lenta.

Na verdade, o que tem segurado o título é o nome de Ellis, algumas boas idéias aqui e ali e o desenho bem trabalhado de Deodato.

 

Classificação:

4,0

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