Vertigo # 24

Por Lielson Zeni
Data: 24 fevereiro, 2012

Vertigo # 24Editora: Panini Comics – Revista mensal

Inventória (Joe the barbarian # 4) – Grant Morrison (roteiro), Sean Murphy (arte) e Dave Stewart (cores);

Guerra fantasma (American Vampire # 15) – Scott Snyder (roteiro), Rafael Albuquerque (arte) e Dave McCaig (cores);

Elegias (House of mystery # 20) – Matthew Sturges (roteiro), Luca Rossi e Michael WM Kaluta (desenhos), José Marzán Jr. e Michael WM Kaluta (arte-final) e Lee Loughridge (cores);

A fúria em suas entranhas (Scalped # 24) – Jason Aaron (roteiro), R.M. Guéra (arte) e Giulia Brusco (cores);

Via-Crúcis (Hellblazer # 198) – Mike Carey (roteiro), Marcelo Frusin (arte) e Lee Loughridge (cores).

Preço: R$ 9,90

Número de páginas: 128

Data de lançamento: Novembro de 2011

Sinopse

Inventória – Joe consegue começar a descer a escada pra chegar até a cozinha, ou seria outra montanha que o predestinado Menino que morre desceu?

Guerra fantasma – Os soldados norte-americanos descobrem que há outro tipo de vampiro na ilha. E que existe um lugar misterioso guardado pelos japoneses. Enquanto isso, Pearl Jones se passa por enfermeira e embarca para reencontrar seu amado.

Convergência – Os moradores da casa e Caim terão que chegar a um acordo. Várias pontas se amarram e Fig precisa tomar uma importante decisão.

A fúria em suas entranhas – Corvo Vermelho toma sua decisão e tenta resolver a sua responsabilidade com a alma de Gina Cavalo Ruim e os massacres que o Sr. Fodão tem feito na reserva.

Via-Crúcis – John Constantine, sem memória, é aprisionado pelo Salvador em sua igreja. Agora, o mago inglês luta para não se tornar parte de um plano de vingança.

Positivo/Negativo

Nesta edição da revista, três continuações e dois encerramentos.

Continua a rodar a minissérie de oito partes Joe, o bárbaro, escrita por Grant Morrison. Do jeito que as coisas vão até aqui, a obra parecia caber em quatro ou cinco edições. A se ver se, ao amarrar tudo, o escritor escocês justifica tanta lentidão na narrativa. A arte de Sean Murphy é excelente, como sempre.

Em Hellblazer, a trama permanece sob a batuta de Mike Carey, com arte de Marcelo Frusin. E, de novo, os desenhos se sobrepõem ao texto. Mas, verdade seja dita, nunca a histórias do roteirista pro mago inglês estiveram tão interessantes desde a perda de memória.

O receio do leitor é o mesmo dos promissores arcos anteriores: que acabem tão mal que todo o passado seja reavaliado para baixo. Por enquanto, é uma leitura agradável.

Na HQ de Scott Snyder e Rafael Albuquerque, o misto de trama de guerra e terror tem dado bom resultado. A arte do brasileiro é destaque na revista como um todo. Esta aventura traz poucas novidades (por enquanto) para o plot maior, mas tem funcionado bem individualmente. A quantidade da ação sobe e aumentam as emoções para o leitor.

Além dessas três séries, há outras duas que chegam a um ponto de equilíbrio.

Escalpo, o material de Jason Aaron e R. M. Guéra, tem sido o melhor da revista mix desde a sua estreia. Aqui, conclui-se a trama que pode levar Corvo Vermelho à redenção.

Vale notar que o protagonista da série, Dashiell Cavalo Ruim, está um pouco à parte, surgindo em um ou outro quadro, ao fundo. Com essa folga, o escritor se concentra em desenvolver os demais personagens e, com isso, fortalecer toda a trama.

E a grande surpresa é Casa dos mistérios. Depois de uma lengalenga que tendia ao infinito, a série encerra um longo arco, com o mesmo jeitão de fim de temporada de seriados televisivos. A coisa é tão bacana que aquilo que veio antes parece um pouco melhor. E ainda sobra ao leitor a pergunta: não poderiam ter enrolado menos?

Aparentemente, sim. Certos cortes e algumas edições a menos fariam um bem danado à série.

O engraçado é que a série sobe de nível bem no momento em que pega uma folga em Vertigo, para retornar somente na edição 27. Que volte bem descansada.

Classificação

4,0

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