Vertigo # 41

Por Tiago Pavinato Klein
Data: 3 maio, 2013

Vertigo # 41Editora: Panini Comics – Revista mensal

Punk Rock Jesus – Gênese (Punk Rock Jesus # 2) – Sean Murphy (roteiro e arte);

Escalpo – Indesejado (Scalped # 42) – Jason Aaron (roteiro), R.M. Guéra (arte) e Giulia Brusco (cores);

Casa dos Mistérios – “Qual é?” A concepção (House of Mystery # 31) – Matthew Sturges e Penelope Klein (roteiro), Werther Dell’Edera e Marley Zarcone (arte), José Marzán Jr. (arte-final) e Lee Loughridge (cores);

Hellblazer – Newcastle Calling (Hellblazer # 246) – Jason Aaron (roteiro), Sean Murphy (arte) e Lee Loughridge (cores).

Vampiro Americano – A lista negra (American Vampire # 31) – Scott Snyder (roteiro), Rafael Albuquerque (arte) e Dave McCaig (cores).

Preço: R$ 10,90

Número de páginas: 128

Data de lançamento: Abril de 2013

Sinopse

Punk Rock Jesus – Enquanto o clone de Cristo começa a realizar seus primeiros “milagres”, Gwen, sua mãe, sente imensa saudade de sua família.

Escalpo – Na conclusão do arco Indesejado, Carol precisa decidir se quer continuar ou não com a sua gravidez.

Casa dos Mistérios – Kig Feele encontra um livro e revive um de seus romances de detetive adolescente.

Vampiro Americano – Pearl Jones e Skinner Sweet continuam a caçada a vampiros escondidos entre figurões de Hollywood, enquanto Henry permanece internado.

Hellblazer – John Constantine retorna a Newcastle para resolver o problema criado por um grupo de jovens que libera Norfulthing.

Positivo/Negativo

Mais uma boa edição da revista Vertigo, a começar pela bela capa de Lee Bermejo para Hellblazer, muito bem escolhida para este número.

Punk Rock Jesus segue o ritmo frenético do primeiro episódio e vai se consolidando como uma das melhores minisséries publicadas até agora no mix mensal.

Nesta edição, Gwen, a mãe do novo Messias, é a personagem principal, pois o foco é na sua solidão dentro do reality show J2. A questão religiosa fica mais limitada, mas a discussão gira nos ditos primeiros “milagres” do novo Cristo, como a transformação de “suco” em vinho, e como a mídia constrói e utiliza estes feitos. Sean Murphy vai acertando a mão no roteiro e na arte (seus desenhos em preto e branco estão lindos, e ditam o ritmo da história).

Escalpo tem a conclusão de um arco que aborda questões familiares e polêmicas, como a possibilidade de aborto. Foi o mais introspectivo da série, no qual Dash e Carol precisam enfrentar seus sentimentos, desejos e famílias.

As três primeiras páginas são como um oásis na saga dos personagens, e mostram um sonho bem diferente da realidade em que vivem – e aí a seguinte quebra o encanto e a esperança.

Na sequência, o encontro de Dash e Carol é muito bem construído, a partir do dito e do não dito (parte do diálogo se passa apenas nos pensamentos de ambos, uma grande sacada de Aaron para mostrar a dificuldade para colocar a sua vida mais próxima da do outro, de abrir os seus sentimentos).

A edição ainda traz a decisão de Carol sobre a sua gravidez, e não cabe comentar para não entregar o final. Mas o autor novamente fecha com qualidade toda a trama construída neste arco.

Hellblazer traz o final de um arco curto, de duas edições – e o desfecho é bem inferior à primeira parte. Se a trama até então tinha sido construída a partir de um tom mais documental da banda Membrana Mucosa, neste número há uma grande lista de monstruosidades advindas da intervenção dos jovens que foram pesquisar a banda de Constantine.

Perdeu-se um pouco a criatividade da primeira parte. Aqui, apesar do clima nostálgico de Constantine reencontrar seu passado, a trama termina num lugar-comum, e os personagens da edição anterior são meros coadjuvantes nesta conclusão, deixando de ter o interessante protagonismo que tiveram na parte inicial.

Vampiro Americano segue no mesmo ritmo de caça aos vampiros, e agora Pearl lida com os sentimentos decorrentes de suas atitudes na última edição. E Casa dos Mistérios inicia um novo arco após o especial de Halloween, com interesse especial para o conto sobre a detetive mirim Fig Keele, a história dentro da história.

Classificação

3,5

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