VINGADORES ANUAL # 1

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006


Título: VINGADORES ANUAL # 1 (Panini
Comics
) – Edição anual
Autores: Joe Casey (roteiro) e Scott Kolins (arte).

Preço: R$ 19,90

Número de Páginas: 192

Data de lançamento: Julho de 2006

Sinopse: “E houve um dia como nenhum outro, em que os maiores heróis do mundo se viram unidos contra uma ameaça comum. Naquele dia, os Vingadores nasceram… para combater os inimigos que nenhum super-herói poderia enfrentar sozinho!”

Dito assim, tudo parece muito simples e fácil, mas como reunir sob o mesmo teto personalidades tão fortes e diferentes? Veja os primeiros dias da mais importante superequipe do planeta sob uma perspectiva que você jamais imaginou.

Positivo/Negativo: Esta é uma típica história para fãs. Uma verdadeira homenagem aos Vingadores, relembrando alguns momentos clássicos do começo da carreira dos heróis.

O período compreendido vai da formação do grupo à reformulação, com a saída de todos os membros fundadores e a apresentação da nova equipe sob o comando do Capitão América.

O mais engraçado é que só é mostrado como a Feiticeira Escarlate, o Mercúrio e o Gavião Arqueiro entram na equipe; eles nem chegam a agir e funcionam mais como epílogo do que qualquer coisa. Contudo, foi colocada justamente essa formação na capa da edição nacional.

A trama é bastante entrecortada. A maioria das lutas fica subentendida entre as passagens de tempo, tornando-se mais uma história de bastidores da equipe. Não se pode negar que vários conceitos interessantes são desenvolvidos, mas, mesmo assim, a revista chega a ser um pouco cansativa.

Entre as boas idéias está a de dar destaque ao Homem de Ferro, posicionando-o como centro da equipe, como líder, como o sujeito que quis que tudo acontecesse. Normalmente pensa-se no Capitão América nesse posto e que Stark é um mero patrocinador, além de mais um dos integrantes. Talvez a melhor coisa da história seja justamente mostrar um Capitão com problemas emocionais, em conflito por acordar em um mundo desconhecido e logo se defrontar com um grande inimigo, enquanto Stark está lá, lutando para manter um ideal vivo.

A arte de Kolins está boa, mas ele consegue ser muito melhor. O desenhista tentou fazer um trabalho mais limpo, sem os detalhes que costuma colocar para dar movimento e intensidade.

Outra coisa que perturba um pouco na arte são as cores. Não há parâmetro. Os cenários estão demasiadamente escuros e os personagens com cores brilhosas. Não há um equilíbrio e, em alguns momentos, o conceito de luz e sombra do colorista deixa muito a desejar.

 

Classificação:

4,0

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