Vinland Saga # 12

Por Rodrigo A. Machado
Data: 5 fevereiro, 2016

Vinland Saga # 12Editora: Panini Comics – Revista bimestral

Autor: Makoto Yukimura (roteiro e arte).

Preço: R$ 13,90

Número de páginas: 200

Data de lançamento: Dezembro de 2015

Sinopse

Finalmente é conhecida a identidade do escravo fugitivo. O que ninguém podia saber é que ele e suas atitudes mexeriam com os pensamentos e a forma de agir de Thorffin, Einar e outros na fazenda Ketil.

Positivo/Negativo

Embora, após o término do prólogo, Vinland Saga tenha perdido bastante de sua ação e se tornado mais uma história filosófica (lembrando muito o estilo empregado pelo próprio autor em Planetes), não pode se dizer que o roteiro tenha ficado ruim. Pelo contrário. O leitor fica cada vez mais preso à trama.

Os desenhos de Yukimura estão cada vez melhores.  As expressões dos personagens e os cenários são de encher os olhos, transparecendo as emoções e situando o leitor na época em que a história ocorre.

O trabalho editorial da Panini continua bom. Ponto positivo porque este número traz uma pequena história extra no final, além da já tradicional palavra do autor.

Apesar de Thorffin e Einar não serem tão maltratados como antes e de existir a possibilidade de comprarem sua liberdade, ainda assim eles são escravos. Ou seja, precisam fazer o que seus donos mandam, e não o que desejam.

E neste volume evidencia o quanto a escravidão pode destruir. De indivíduos a famílias. Afinal, escravos normalmente são resultados de uma guerra, ou melhor, os derrotados nela.

O autor insere diversas discussões em meio aos acontecimentos, deixando o roteiro mais contemplativo, mas sem tirar o interesse em relação ao que estar por vir. Com tudo o que aconteceu na fazenda, Thorfinn e Einar, ao discutirem sobre a paz, não conseguem chegar de fato a um consenso de como agir.

Os dois sabem que querem defender a paz, são contra a guerra e a escravidão, mas percebem que até mesmo para isso precisariam lutar. Então como agir?

Thorffin não sabe. Einar também não. Complicado? Sim, mas alguém pode ter a resposta para isso. Depois de tanto tempo preso em seus pensamentos, tentando lidar com sonhos terríveis sobre as mortes que causou nas guerras que participou, Thorffin teve uma lembrança sobre um lugar antes nunca tocado, com terras férteis. Resta saber se essa é a resposta que a dupla buscava.

Classificação

4,0

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  • Victor Vitório

    Acompanho o mangá há uns anos e certa vez vi um comentário debochado chamando-o de “Farmland Saga”. E não é q eu acho q o mangá só teve a ganhar c essa transição? N q antes, qnd era mais shonen fosse ruim, mas a mudança foi tão bem colocada, ela acompanha perfeitamente a vida do protagonista. Ele mudou, então o mangá também mudou: em ritmo, em foco, em tema, quase mudou em gênero – volta e meia o autor não resiste e coloca cenas de lutas. Gosto de como ele trabalha tudo isso em detalhes, sem pressa, fazendo o q deve fazer…mas acompanhar isso com 1 único capítulo por mês é cruel, parece q n anda. Assim, prefiri passar a aguardar os volumes da Panini p aproveitar uma leitura mais contínua.