WOLVERINE # 1

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: WOLVERINE # 1 (Panini Comics) – Revista mensal

Autores: Wolverine – Greg Rucka (roteiro) e Darick Robertson(arte);

Arma X – Frank Tieri (argumento) e John Paul Leon (desenhos);

Mística – Brian K. Vaughan (roteiro) e Michael Ryan (arte);

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Dezembro de 2004

Sinopse: Wolverine Estréia do novo arco da revista, com a equipe artística reformulada.

Arma X – Um pouco da história do Sr. Sinistro.

Mística – Raven e Forge em um encontro em que tudo pode acontecer.

Positivo/NegativoPara uma edição de estréia a qualidade está bem abaixo do esperado. Mesmo Wolverine tendo uma legião de fãs e estando em praticamente todos os títulos mutantes (que não são poucos), o nome dele não é o suficiente para garantir o sucesso da revista.

As duas primeiras histórias do mutante decepcionam muito, principalmente para os fãs de Greg Rucka, que sempre esperam mais do escritor. A trama ainda está devagar e um tanto perdida, mostrando um Wolverine descaracterizado, tanto pela situação quanto pelos desenhos, aliás, também responsáveis pela baixa qualidade da revista.

Robertson tenta seguir uma linha realista com cenários e coadjuvantes bem feitos. Mas os personagens que aparecem mais de uma vez mostram a inconstância do desenhista nas figura humanas. Parece que ele ainda está tentando descobrir como fará Logan, e espalhou suas diversas tentativas pelas páginas. Nem as piadas e as ironias sobre os americanos e suas armas salvam esta edição.

Arma X não está em uma de suas melhores fases. Apesar da presença do Sr. Sinistro, que é um acréscimo bem interessante para a revista, o confronto dele com Namor não acrescentou nada à trama.

Vale dizer que o paralelo do projeto Arma X com as experiências nazistas é uma comparação interessante, mas um tanto óbvia. Os desenhos e, principalmente, a cor salvaram esta edição. A arte de John Paul Leon, mesmo sendo um tanto estilizada, criou um ótimo clima e ambiente para história.

Mística, como de costume, concentra a ação e o bom humor da revista, é diversão garantida. Nada de mais, apenas bons desenhos e um roteiro “legalzinho”. Não é uma história revolucionária, mas junto com Arma X tenta salvar a edição nacional.

Como a Panini repetiu o erro em todas as revista do mês, deve-se repetir a critica à edição por enfiar nas margens da revista um comercial. Não importa do que é, se da Enciclopédia Marvel ou do Toddinho, como era em Heróis da TV, da Abril. O que é terrível é o fato do desenhista ter pensado em uma página, feito sua margem de forma a ela fazer parte do sentido da história e, por uma manobra comercial, um editor, que nem é o original, estragar todo esse trabalho com um letreiro.

Foi muito mais louvável o que foi feito com os lançamentos da DC, que ganharam um encarte distribuído em várias revistas sem alterar o conteúdo destas.

Classificação:

4,0

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