WOLVERINE # 10

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: WOLVERINE # 10 (Panini Comics) – Revista mensal

Autores: Wolverine – Greg Rucka (roteiro) e Darick Robertson (arte);

Mística – Sean Mackeever (roteiro) e Manuel García (desenhos);

Arma X – Frank Tieri (argumento) e Tom Mandrake (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Setembro de 2005

Sinopse: Wolverine – Dentes-de-Sabre foi contratado para caçar um mutante selvagem e tentará enganar Logan para fazer o serviço para ele.

Arma X – A origem dos programas Arma X, Arma Extra e muitos outros segredos. É o início da Guerra dos Programas.

Mística – Miúdo pediu demissão a Xavier e, seguindo uma pista fornecida pelo Silencioso, ele irá matar o assassino de Prudência. Agora, somente Mística poderá impedi-lo.

Positivo/Negativo: Há um bom tempo Wolverine não tinha uma história tão boa como as duas desta edição. A tão aclamada fase de Greg Rucka que vinha sendo bem fraca, mostrou a que veio. Em uma aventura com poucos diálogos e muito mistério, o autor trabalhou muito bem o lado selvagem e bruto do personagem. Mais do que isso, ele voltou com a discussão sobre a humanidade de Logan quando o colocou em contraponto com uma nova personagem que vive nas matas como um animal.

Até Darick Robertson melhorou bastante em relação ao que vinha fazendo anteriormente. Seus desenhos ficaram mais constantes, sem as distorções e os traços descuidados. Isso aliado à narrativa visual, que sempre foi seu forte, fez com que ele conseguisse retratar de forma competente a visão de Greg Rucka para o mutante.

É muito difícil avaliar histórias como a Guerra dos Programas, que se iniciou nesta edição de Arma X, baseando-se só na primeira parte. Parece aquele tipo de série que promete contar todos os segredos que você sempre quis saber e depois só dá mais uma volta no que já era conhecido, deixando o leitor com mais dúvidas ainda.

Mas fazendo uma análise até o ponto apresentado, é uma boa história. Apresenta uma visão diferente de situações já mostradas em outras tramas, ajudando a juntar certas peças, e ainda mantém o suspense à medida que apresenta novas dúvidas. A boa arte de Tom Mandrake colabora com o clima sombrio da história.

Mística continua mais do mesmo. O mesmo clima de espionagem, o mesmo ritmo de ação e o mesmo suspense. O único desenrolar da edição é a revelação da identidade do Silencioso, que matou Prudência e agora capturou Miúdo.

O que vem a seguir é mais do que previsível, mas, como a maioria dos filmes de ação, relaxe e se divirta com as cenas no traço de Manuel García, que continua bom para esse estilo de história.

 

Classificação:

4,0

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