Wolverine # 101 – Abril – formatinho

Por Rodrigo L. Monteiro
Data: 16 março, 2001

Wolverine # 101Editora: Editora Abril – Revista mensal (último número)

Autores: Wolverine – Erik Larsen (texto), Jeff Matsuda (lápis), Jonathan Sibal (arte-final);

Cable – Joe Casey (roteiro), José Ladron (desenhos), Juan Vlasco (arte-final)

Preço: R$ 4,90

Data de lançamento: Julho de 2000

Sinopse

Esta edição é uma continuação direta de X-Men # 141. Wolverine parte para o espaço, onde tem por objetivo libertar as espécies cativas pelo Colecionador.

No entanto, lá Wolvie fica sabendo por intermédio do Corsário (e dá-lhe Larsen “ressuscitando” personagens desaparecidos; em X-Men # 141 foram Solo, Cardíaco, Cavaleiro da Lua e o próprio Colecionador; agora são os Piratas Siderais), que o Colecionador não estava catalogando espécies, mas salvando-as da destruição.

Aquele planeta era um dos poucos protegidos do Devorador de Mundos. Porém, quando fica sabendo disso, Wolverine já havia arrebentado o gerador que garantia o sistema de proteção. Por isso, instantes depois, Galactus aparece e devora o planeta. Logan escapa com a ajuda dos Piratas, mas a alienígena que viera buscar sua ajuda acabou falecendo depois de tomar uma “surra” telepática do Devorador de Mundos.

Cable, aliado ao Capitão América (com um novo escudo), Homem de Ferro, Magnum e Visão (observação: segundo a Abril: “para saber o que aconteceu com o escudo do Capitão América e como Visão voltou a ficar sólido, acompanhe as novas revistas Marvel que estaremos lançando…”), prossegue seu confronto com o Arauto do Apocalipse, que, depois de destruir a Estátua da Liberdade em X-Men # 141, continua sua onda de destruição em Nova York.

Pior ainda: ele está programado para se autodestruir, levando a cidade consigo. No meio da batalha, Thor surge e transporta o vilão para a devastada Asgard, dando tempo para os heróis armarem um plano de ataque novo. Blaquesmith reaparece e atualiza Cable dos fatos.

Depois de um novo confronto e ajudado pelo Homem de Ferro, Cable consegue fazer a criatura explodir no meio do oceano, sendo salvo no último segundo por um grupo de guardiões do tempo, que lhe dão a consciência de que, não importa o que ele faça, seu futuro não será mudado.

Positivo/Negativo

Tanto Wolverine quanto Cable tiveram bastante de sua cronologia adiantada nas duas edições mencionadas neste review.

Segundo rola na internet, a Abril está fazendo isso para que Wolverine recupere já em X-Men # 1 seu adamantium. Boatos à parte, a história de Larsen é um típico produto dele: muita ação, mas tramas um tanto quanto “esburacadas”.

Novamente, o destaque fica por conta da equipe de arte. Cable, por sua vez, tem decepcionado nos últimos meses. Apesar do gancho dado para a Saga dos Doze e o fim do lengalenga sobre a chegada do “Fim dos Tempos”, Joe Casey exagera demais na carga de destruição.

Em menos de quatro meses, a Cozinha do Inferno foi devastada pela S.H.I.E.L.D., por um robô que emitia ácido a serviço da Maggia e por esse arauto do Apocalipse, que chegou mesmo a derrubar a Estátua da Liberdade.

Além disso, o desfecho da história foi fraco. Apesar de ser uma fase muito superior às anteriores (excetuando-se o período de James Robinson no título), é impressionante perceber o quanto Nova York pode resistir à destruição e como seus heróis típicos – Homem-Aranha e Demolidor, principalmente – conseguem ficar de fora de tais catástrofes. Novamente, Wolverine teve 160 páginas, por isso o preço de R$ 4,90.

Classificação

3,5

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