WOLVERINE # 14

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006


Título: WOLVERINE # 14 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Wolverine – Mark Millar (roteiro) e John Romita Jr. (desenho);

Wolverine – Ladrão de Almas – Akira Yoshida (roteiro) e Shin “Jason” Nagasawa (desenho);

Mística – Sean Mackeever (roteiro) e Manuel García (desenhos);

Arma X – Frank Tieri (argumento) e Tom Mandrake (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Janeiro de 2006

Sinopse: Wolverine – Mentalmente controlado, Wolverine trava um confronto mortal com a ninja mais perigosa do mundo… Elektra.

Wolverine – Ladrão de Almas – Logan vai ao Japão para ajudar sua amiga Yukio, mas se vê envolvido numa trama mística.

Arma X – Descubra como Dentes-de-Sabre conheceu o Caçador de Escalpos e se ele vai agüentar a luta contra os guarda-costas de Essex.

E Mística joga sua cartada final contra o Silencioso.

Positivo/Negativo: Como na maioria das suas edições, a revista fica abaixo da média, apesar da boa fase de Millar e Romita.

O título solo de Wolverine realmente está muito bom. Com uma trama envolvente, ligando o Tentáculo, Elektra e vários convidados especiais, como Fury e o Quarteto Fantástico.

Está cada vez mais interessante a batalha mental de Logan com seu misterioso controlador, principalmente porque o personagem quase não tem falado, apenas pensado de forma muito conflitante.

John Romita Jr. já está bem à vontade no título. Suas cenas de ação ficam excelentes, devido ao movimento que ele sabe dar às lutas. Vale um destaque para a página 15, em que Wolverine mata um tubarão, e para o visual mais retrô usado no porta-aviões aéreo da S.H.I.E.L.D.

Wolverine – Ladrão de Almas é um fracasso incomensurável, que derruba o mix da revista ao fundo do poço. Yoshida até faz uma boa história quando quer, mas o começo desta indica que, desta vez, ele não quis.

Uma trama das mais básicas possíveis, na qual uma pessoa encontra um misterioso amuleto com uma terrível maldição e, de repente, passa a ser a última esperança do mundo… Não dá para ser mais batido!.

Ainda assim, a história até seria aceitável se o desenho fosse bom. Shin “Jason” Nagasawa deve ser um iniciante. Se não for, deveria procurar outra carreira, pois sua noção de anatomia, proporção e coerência e sua preocupação com detalhes como os cenários mais do que deixam a desejar, mostram uma completa falta de treino e amadurecimento.

Na página 33, há uma cena em que o braço de Logan parece ter adquirido os poderes do Sr. Fantástico; e note as duas cenas em que Wolverine aparece de perfil: seu nariz tem um tamanho diferente em cada uma, que por sua vez muda quando ele aparece de frente, além do tamanho do queixo também variar.

A única coisa boa é o desenho da última página. Talvez devessem ter contratado “Jason” só para fazer aquela dupla, já que ele está muito longe de ser um bom artista de HQs.

Arma X continua se prolongando mais do que deveria. Essa caçada de Creed ao Sr. Sinistro já deu o que tinha que dar, todo mundo sabe que não vai resultar em nada, porque o Essex não é um personagem dispensável e, mesmo que tenham a coragem de matá-lo, ele vai voltar.

A única parte boa da história é o começo, com Dentes-de-Sabre no Vietnã. Tom Mandrake continua com sua arte excessivamente hachurada, que não combina com uma história de ação como esta.

Mística finalmente acabou. O título teve altos e baixos, mas o final foi fraco. A revelação da identidade do Silencioso é uma surpresa, mas mal elaborada. Foi uma forçada daquelas. A morte do personagem também foi das mais bizarras possíveis.

O desenho de Manuel García apesar de não se destacar por nada é muito bom e funcional.

 

Classificação:

4,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.