WOLVERINE # 15

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006


Título: WOLVERINE # 15 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores:Wolverine – Mark Millar (roteiro) e John Romita Jr. (desenho);

Wolverine – Ladrão de Almas – Akira Yoshida (roteiro) e Shin “Jason” Nagasawa (desenho);

Cable & Deadpool – Fabian Nicieza (roteiro) e Mark Brooks e Shane Law (arte);

Arma X – Frank Tieri (argumento) e Tom Mandrake (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Fevereiro de 2006

Sinopse: Wolverine – Ainda sob controle da Hidra, Wolverine invade o Edifício Baxter com uma sinistra e fatídica missão: eliminar o Quarteto Fantástico.

Wolverine – Ladrão de Almas – No Japão, Logan investiga o misterioso colar encontrado por Yukio.

Arma X – Dentes-de-Sabre na surpreendente conclusão de Homem & Monstro.

Cable & Deadpool – Contratado por membros de uma misteriosa seita, Deadpool invade uma indústria farmacêutica, mas outro mutante também está de olho na empresa.

Positivo/Negativo: A revista deu uma melhorada e apresenta uma qualidade razoável, o que para um título mutante atualmente é excelente.

Mark Millar e Romita, como sempre, fazem um ótimo trabalho em Wolverine. Muita ação, luta bem desenhada e um clima de mistério envolvente permeando a história. Ponto para a cena em flashback com o Logan sofrendo sua lavagem cerebral.

O roteirista realmente acertou o tom do personagem mostrando-o como um sujeito, quieto, pensativo e frio, mas sempre em conflito consigo mesmo.

Wolverine – Ladrão de Almas continua uma péssima história. Quando a arte dá uma evoluída, o roteiro se mostra fraquíssimo. Akira Yoshida pode não ser um escritor excepcional, mas tem algumas boas obras no currículo, como Thor – Filho de Asgard . Contudo, nesta minissérie optou pela trama mais batida e previsível que se poderia esperar.

A arte de Shin “Jason” Nagasawa melhora um pouco em relação à edição passada e até dá pra entender o que a Marvel viu nele. O desenhista faz bons cenários e painéis, e seu Wolverine de uniforme é bacana.

No entanto, ele peca em detalhes muito básicos. Nas cenas sem lutas e com o Logan sem fantasia, seus desenhos são inconsistentes, o formato do rosto varia e as mãos e braços, totalmente desproporcional. Se corrigir esses defeitos, Nagasawa, como mostra nesta edição, pode se tornar um bom desenhista.

Arma X teve um final tão ruim, que faz o leitor esquecer as boas histórias que passaram pelo título. Tieri teve que concluir às pressas, devido ao cancelamento da revista. Assim, faltou tempo amarrar as diversas pontas soltas. As coisas ficaram atropeladas e sem brilho, deixando mais mistérios do que soluções.

O desenho também desandou. Tom Mandrake fez uma de suas piores artes. Muito suja, apressada, sem capricho. Infelizmente, um triste fim para um título que chegou a ser legal. Típico exemplo do título que poderia ter parado em alta, mas que a editora arrasta até as vendas minguarem.

Cable & Deadpool promete ser uma trama bem-humorada, com muita ação e totalmente descompromissada. Nicieza resgata o verdadeiro Deadpool, personagem que ele criou. Completamente louco e anárquico, o mercenário é muito interessante, mas nem sempre foi bem aproveitado.

A parceria com Cable é, no mínimo, inusitada. Apesar de terem sido criados pelo mesmo desenhista, mais ou menos na mesma época, eles são personagens bem distintos em todos os aspectos. Se bem trabalhadas essas diferenças, farão sucesso.

Quem vê a capa da série feita por Liefeld pode até se preocupar pensando que ele voltou e toda a revista é com seu estilo de musculaturas inimagináveis, vários painéis medonhos e pouco texto. Calma! Felizmente, ele ficou só por aí e os desenhistas do miolo são bons, com traço firme, bem marcado e leve, bem ao estilo da trama.

 

Classificação:

4,0

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