WOLVERINE # 18

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006


Título: WOLVERINE # 18 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores:Wolverine – Mark Millar (roteiro) e John Romita Jr. (desenho);

Wolverine – Ladrão de Almas – Akira Yoshida (roteiro) e Shin Nagasawa (desenho);

Cable & Deadpool– Fabian Nicieza (roteiro) e Patrick Zircher (desenhos);

Madrox – Peter David (roteiro) e Pablo Ramondi (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Maio de 2006

Sinopse: Wolverine – Na estarrecedora conclusão de Inimigo do Estado, Wolverine volta-se contra seus próprios colegas de equipe… os X-Men.

Wolverine – Ladrão de Almas – Logan enfrenta as hordas infernais de Hana numa batalha sem esperanças.

Madrox começa a entender o tamanho da roubada em que se meteu.

Cable & Deadpool – A porrada come solta entre os dois.

Positivo/Negativo: A conclusão do arco Inimigo de Estado foi bem violenta, mas era algo esperado pela forma como a história foi crescendo nas edições anteriores. O plano para matar o presidente não poderia ser mais bem arquitetado, apesar de mostrar uma lógica de pensamento antiquada de supervilões.

Strucker é um bandidão clássico, elabora um plano gigantesco que deixa todo mundo com medo. A falha está no fato de que esse medo não o ajuda como se pensava. Pelo contrário, deixa mais pessoas em alerta tentando impedir cada movimento dele.

Quando Strucker perde o comando da Hidra, no final da história, pode-se ver uma tendência dos quadrinhos atuais: os velhos vilões não funcionam. Esse é o momento de inimigos que trabalham em silêncio, sem serem espalhafatosos, aqueles que fazem uma crueldade e não um show.

E para deixar claro que os “mocinhos” não são mais tão heróicos, Fury encerra a aventura com a fala: “A nossa máquina mortífera tá de volta”.

O desenho de Romita Jr. não poderia estar melhor. Com seqüências de ação do começo ao fim, ele se destacou com sua narrativa visual e seus traços ágeis, dando à história um ritmo alucinante. A cena em que o Capitão América acerta Logan com seu escudo é simplesmente fantástica.

Wolverine – Ladrão de Almas enfim acabou. Uma história medíocre, com roteiro mais do que óbvio, que não empolga o leitor em momento algum, e com um desenho também fraco, a minissérie foi uma completa perda de tempo.

Para não dizer que Shin Nagasawa é péssimo, ele até funciona nas cenas de ação cheias de raios e energias sendo disparadas, mas em qualquer outra mostra sua inépcia para representar faces ou mesmo controlar proporções de braços e tamanhos de corpos.

Madrox teve uma edição de forte intriga. Com várias cópias andando por aí e cada uma desenvolvendo uma personalidade própria, é de se esperar que tanto os leitores quanto os personagens fiquem confusos e ansiosos para saber o que vai aparecer quando esse novelo se desembaraçar.

Como sempre, há vários momentos de bom humor para quebrar um pouco da tensão. O desenho também acompanha bem o clima da narrativa, mantendo a atmosfera de suspense sem perder a graça.

Isso não é exatamente um elogio, mas Cable & Deadpool é exatamente o que poderia se esperar da série. Uma história com ação e lutas do começo ao fim e um senso de humor nonsense.

Algo para ler em cinco minutos e se esquecer meia hora depois. Nada excepcional nem marcante, tanto no roteiro quanto na arte. É um entretenimento dos mais simples que se pode encontrar em uma HQ.

 

Classificação:

4,0

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