WOLVERINE # 36

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Wolverine – Marc Guggenhem (roteiro) e Humberto Ramos (desenhos);

Wolverine – Origens– Daniel Way (roteiro) e Steve Dillon (arte);

Cable & Deadpool – Fabian Nicieza (roteiro) e Ron Lim (desenhos);

X-Factor – Peter David (roteiro), Renato Arlem (arte) e Roy Allen Martinez (arte do flashback).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Novembro de 2007

Sinopse: Wolverine – A Controle de Danos é uma empresa contratada para limpar a bagunça que sobra depois de um conflito super-humano. Segundo as pistas que Logan conseguiu, seu proprietário está por trás do evento explodiu a Guerra Civil, matando pessoas simplesmente para lucrar. Agora, cabe a Wolverine vingar essas mortes.

Wolverine – Origens– Na tentativa de vingar os sofrimentos do seu passado, Logan descobre que tem um filho que pode ter sofrido tanto quanto ele. Assim, junta as pistas que tem e continua na clandestinidade para descobrir o paradeiro do rebento.

Cable & Deadpool – Cable está no controle do Rumequistão, mas Dominó ainda não sabe se deve interferir na situação.

X-Factor – Aparentemente, a Investigações Singularidade acompanha Madrox faz muito tempo, mas, antes de lidar com eles, o X-Factor terá que deter um traidor em seu próprio grupo.

Positivo/Negativo: A revista de Wolverine continua com um mix complicado, não por causa da edição nacional, mas pelos títulos americanos, que transformaram Logan em dois personagens distintos que coexistem com status diferentes. Para se divertir um pouco, o jeito é não se importar com isso.

A versão “dentro da lei” de Wolverine continua em uma aventura interessante para quem está acompanhando Guerra Civil. Aparentemente, na maioria dos títulos, a saga começou e foi seguindo, sem se pensar muito nas suas causas. Aqui, Logan investiga e, mais importante, destrói o culpado pela tragédia de Stamford.

Não tem nada de especial, mas é uma história que agrada os fãs do baixinho invocado. Até a arte excessivamente estilizada de Ramos combina com a situação. No geral, ele acerta, apesar de momentos ruins, como a cena de Emma Frost na página 19 em que ela parece ter tido um derrame.

Já a versão “fora-da-lei” do personagem em Wolverine – Origens continua sem graça. Como sempre, Daniel Way entende que, para fazer um suspense, não pode deixar pistas para o leitor. Então, a trama não evolui e parece que vai seguir assim até alguma edição sobrecarregada de informação. Isto é, se desta vez forem realmente revelar algo excepcional sobre Logan.

Dillon mantém seu estilo estático e sem vida. Sua única vantagem é que, de alguma forma, ele transmite uma certa crueldade pelos seus desenhos. Não é o suficiente para fazer uma boa composição visual, mas, pelo menos, é uma característica positiva.

X-Factor de novo dá fôlego para a revista. É uma narrativa inteligente, que constrói um bom suspense e apresenta um visual diferente e bem trabalhado.

Em compensação, Cable & Deadpool permanece sem propósito, com um desenho comum e sem graça. Só ocupa espaço no mix.

Classificação:

4,0

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