WOLVERINE # 37

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Wolverine – Marc Guggenhem (roteiro) e Humberto Ramos (desenhos);

Wolverine – Origens– Daniel Way (roteiro) e Steve Dillon (arte);

Cable & Deadpool – Fabian Nicieza (roteiro) e Staz Johnson (desenhos);

X-Factor – Peter David (roteiro), Renato Arlem (arte) e Roy Allen Martinez (arte do flashback).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Dezembro de 2007

Sinopse: Wolverine – A S.H.I.E.L.D. tenta deter a vingança de Logan, mas vai descobrir que nada pode impedir o baixinho canadense de derrubar o presidente da Controle de Danos.

Wolverine – Origens – Logan está atrás do sintetizador de Carbonádio, a única coisa que pode parar seu filho sem matá-los. Mas ele terá que enfrentar o Ômega Vermelho, que também quer o artefato.

Cable & Deadpool – Deadpool volta aos Estados Unidos e vira um caçador de recompensas autorizado pelo governo para prender os super-heróis que se negarem a se registrar. Contudo, será que ele sabe quem está de qual lado?

X-Factor – A versão futura do Sr. Trip explica para o grupo de Madrox que, se eles descobrirem como os mutantes perderam os poderes e tentarem reverter a situação, poderão desequilibrar a balança do poder no mundo, causando a destruição de todo o planeta.

Positivo/Negativo: Quem leu a edição anterior pode ter ficado preocupado se o segurança da Controle de Danos mataria o Wolverine com sua serra de cortar adamantium. Mas aqui a “arma” já não era assim tão potente e o homem nem sabia mais o que era adamantium. Assim, obviamente, Logan se safa e o estrago que faz só não é maior porque a S.H.I.E.L.D. entra em ação para pará-lo, com o apoio tático do Sentinela, claro.

É uma edição comum, mas que garante a diversão dos fãs que vêem Logan como o melhor naquilo que faz. Interessante que, no final da história, Wolverine assassina o presidente da Controle de Danos. Às vezes, o leitor se esquece da liberdade que esse personagem tem e que, mesmo depois de anos de heroísmo, em essência ele é um assassino. Talvez não mantenha a mesma contagem de corpos que o Justiceiro, mas está muito distante da “lógica” de que herói não mata.

De qualquer forma, foi um final digno para essa ponta solta da Guerra Civil sobre o verdadeiro culpado do acidente que serve de estopim para o evento.

Em Wolverine – Origens se mantém a distorção de realidade em que Logan está inserido. Ao mesmo tempo em que Daniel Way usa elementos que contextualiza temporalmente sua trama, como a Jubileu ter perdido seus poderes, a HQ está bem longe da Guerra Civil e de toda a realidade da Marvel.

Além disso, com a história seguindo em um ritmo absurdamente lento e o desenho de Steve Dillon que não combina com a trama, fica cada vez mais sem graça acompanhar a série. Está mais do que claro que a revista se sustenta unicamente pela vaga promessa de revelar definitivamente o passado de Wolverine.

Por incrível que pareça, depois de muitas edições fraquíssimas, Cable & Deadpool tem uma história divertida. Talvez a questão seja que os dois não combinam, pois nesta HQ mais centrada em Deadpool, a revista melhorou muito. Obviamente, o humor do personagem se desgasta rapidamente, mas vê-lo em suas tradicionais discussões metalingüísticas, desta vez implicando com sua narrativa em primeira pessoa nos recordatórios, dá um diferencial para a aventura.

Outro detalhe digno de nota: na página em que Deadpool faz uma breve síntese da Guerra Civil, ele fala que o Homem-Aranha revelar sua identidade pode ferrar a continuidade das histórias por anos. Impressionante como ele não poderia estar mais certo. Infelizmente.

Outro bom momento é a participação de Cable, que vai conversar com o Capitão América para convencê-lo a sair do país. O diálogo é muito bom e completa bem a revista.

X-Factor, como sempre, é uma ótima história para fechar o mix. Peter David construiu bem a trama, principalmente na forma como transforma a versão do Sr. Trip em uma anomalia cronal que irá se opor a Layla Miller.

Seguindo uma idéia que tinha iniciado na minissérie do Madroxx, de que cada cópia do personagem teria uma personalidade própria, ele faz um jogo de palavras com o título da série e cria uma cópia imprevisível. Um “fator x” tão inesperado que surpreende até alguém vindo do futuro.

Além de uma boa história, “casada” com o desenho, a revista apresenta aquele tipo de final que deixa o leitor ansioso pelo que virá a seguir.

Classificação:

4,0

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