WOLVERINE # 38

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Wolverine – Marc Guggenhem (roteiro) e Humberto Ramos (desenhos);

Wolverine – Origens– Daniel Way (roteiro) e Steve Dillon (arte);

Cable & Deadpool – Fabian Nicieza (roteiro) e Staz Johnson (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Janeiro de 2008

Sinopse: Wolverine – Logan faz uma retrospectiva dos últimos eventos refletindo como é sofrido se regenerar sempre.

Wolverine – Origens – Ômega Vermelho fugiu levando Jubileu como refém, além de ter uma pista de onde está o sintetizador de carbonádio. E Wolverine se lembra de seu passado na Equipe X.

Cable & Deadpool – A Guerra Civil põe Cable e Deadpool em situações diametralmente opostas e, quando o primeiro quer convencer o presidente de que ele está seguindo o caminho errado, Deadpool é incumbido de prendê-lo.

Positivo/Negativo: Se ainda não comprou esta revista, passe longe dela. Às vezes, é melhor um furo na coleção do que uma edição tão ruim.

As duas primeiras histórias de Wolverine são daquelas pra chamar o leitor de idiota. Pura enrolação, para esticar mais um número. Para completar, este mês não tem X-Factor e sim duas histórias de Cable & Deadpool.

Em Wolverine, Marc Guggenhem faz uma retrospectiva das suas poucas edições no título. Ele repete várias cenas e falas já mostradas e mistura isso com uma viagem sobre o fator de cura de Logan. Wolverine chega à beira da morte e tem uma experiência metafísica na qual se lembra das mulheres que amou e morreram. Além disso, duela com Lázarus para saber se irá ressuscitar ou não.

É uma piração tão sem propósito, ainda mais com desenhos de Humberto Ramos, que nem vale a pena ler. É só uma edição para alongar um arco que acabou no mês passado.

Wolverine – Origens chega a ser revoltante. A história não ata nem desata. Volta no passado do personagem, mas não mostra nada de novo. No presente, toda revelação é ocultada pelo roteirista que não tem o mínimo de habilidade para desenvolver uma trama de suspense.

Daniel Way se vale do recurso banal. Logan pergunta para Maverick com quem está o sintetizador de carbonádio. Mas o roteirista omite a resposta e só demonstra que Logan não gostou disso. Isso tem acontecido desde o começo da série. Até agora, todo fato “novo” o autor esfrega na cara do leitor, mas não diz o que é e nem deixa pistas. A técnica dele para manter a revista é dizer “eu sei e vocês não, continuem comprando”.

Pra piorar, é tudo com o desenho “todo mundo tem a mesma cara”, de Steve Dillon. Para se ter uma idéia de como isso complica a história, nas cenas em que a Equipe X está de uniforme, não há como saber quem é quem.

A revista está tão ruim que Cable & Deadpool é o melhor do mês. Ao menos é uma história coerente, que se propõe a ser apenas de aventura e humor – e consegue. Com um desenho mediano e piadas razoáveis, supera, de longe, as de Wolverine.

Vale dizer que mostrar Cable e Deadpool se opondo, com opiniões condizentes a cada personagem, foi um acerto. Afinal, foi uma das raras vezes em que unir os dois num mesmo título teve propósito.

Classificação:

4,0

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