WOLVERINE # 4

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: WOLVERINE # 4 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Wolverine – Greg Rucka (roteiro) e Leandro Fernandez (arte);

Mística – Sean Mackeever (roteiro) e Raul Fernández (arte);

Emma Frost – Karl Bollers (roteiro) e Carlo Pagulayan (arte),

Arma X – Frank Tieri (argumento) e Georges Jeanty (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Março de 2005

Sinopse: Wolverine – O acaso leva Logan a cruzar o caminho de um grupo de traficantes de imigrantes.

Arma X – A primeira missão de Câmara no Programa Arma X.

Mística – Raven investiga uma empresa de cosméticos que utiliza cobaias mutantes.

Emma Frost – Emma terá que se virar sem o dinheiro de seu pai.

Positivo/Negativo A média geral da revista continua baixa, apesar de ter tido significativas melhorias nesta edição.

Rucka continua com uma história previsível que até pode render alguma coisa mais para frente, mas por enquanto não empolga.

Wolverine está cada vez mais parecido com o Justiceiro, só que o Frank Castle escolhe seus alvos e Logan deixa o acaso e o instinto o guiarem, como um animal selvagem. Isso se liga com a principal discussão do personagem, homem ou animal?

O escritor tem desenvolvido esse tema sutilmente por baixo de arcos fracos e sem graça. Provavelmente, olhando a fase de Rucka como um todo, quando ela terminar, deverá ter tido um resultado interessante, mas, por enquanto, exige muita paciência.

A saída de Darick Robertson é um alívio para os olhos. Mas, apesar de Leandro Fernandez ter um traço melhor, não inova na sua arte, sendo mais um desenhista sem grande destaque. A capa da edição, feita por ele, ficou boa, mas é uma enorme queda de qualidade se comparada com as de Esad Ribic.

Mística começou mais uma aventura ao estilo James Bond, com muita ação, disfarces e parafernálias tecnológicas feitas pelo Forge. Continua sendo uma revista divertida, ágil e com um desenho funcional. É um ótimo entretenimento, mas só isso.

Vale uma ressalva quanto à publicação brasileira, pois o título de Mística está um tanto avançado em relação aos outros mutantes e acabou revelando detalhes da fase “pós-Morrison”, como o fato do Professor X ter voltado para a cadeira de rodas e estar trabalhando pessoalmente na recuperação de Genosha.

Emma Frost voltou muito bem, com uma história interessante e um pouco mais de ação que o arco anterior. Com um desenho competente e uma boa quadrinização (por exemplo a ótima página 68) esse título é o melhor do mix.

Arma X mostrou a armação dos X-Men para cima do programa e uma interessante visão do novo modo de agir do grupo. Os desenhos de Jeanty já foram melhores, mas o título, no geral, tem decaído de qualidade desde a saída do Diretor do programa.

 

Classificação:

4,0

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