WOLVERINE # 41

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Wolverine – Jeph Loeb (roteiro) e Simone Bianchi (desenhos);

Wolverine – Origens – Daniel Way (roteiro) e Steve Dillon (arte);

Cable & Deadpool – Fabian Nicieza (roteiro) e Reilly Brown (desenhos);

X-Factor – Peter David (roteiro) e Pablo Raimondi (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Abril de 2008

Sinopse: Wolverine – Logan descobriu que Dentes-de-Sabre está com os X-Men; e Logan não levou isso numa boa.

Wolverine – Origens – O filho de Logan lhe garantiu uma chance para escapar da S.H.I.E.L.D., mas desapareceu novamente. Agora, o pai tentará seguir seu rastro. Enquanto isso, um rapaz muito forte, mas com a mentalidade de uma criança, é atormentado por um antigo inimigo de Wolverine.

Cable & Deadpool – Cable implantou uma mensagem subliminar na mente de Deadpool para que ele encarasse todos que já matou. Contudo, o que era um simples castigo pela traição de Deadpool pode trazer mais problemas do que o mutante imagina.

X-Factor – Capturado pela Hidra, Madrox é entregue ao mesmo homem que mexeu com a mente de Guido e pode se tornar a nova arma da organização terrorista.

Positivo/Negativo: O prestígio de Wolverine junto aos leitores é realmente impressionante. Só um personagem com tantos fãs fiéis conseguiria sobreviver no mercado com uma revista tão ruim. Agora, com a nova fase escrita por Jeph Loeb, o mix brasileiro ficou praticamente intragável.

O problema começa com o clichê de um “confronto final” entre Wolverine e Dentes-de-Sabre. Quantas vezes os dois já se atracaram? Quantas vezes o encontro foi chamado de “final”? Nem Dentes-de-Sabre estar do lado dos heróis é novidade.

Soma-se a isso uma narrativa capenga, na qual Logan fica afirmando constantemente nos recordatórios que a falta de memória dele não é por causa do seu alcoolismo. No final, é um grande “mais do mesmo”, apoiado na idéia de que, no passado, Creed disse que Logan um dia seria como ele.

Os desenhos de Simone Bianchi são muito bons, mas a cor ficou tão absurdamente escura, que pouco se aproveita da arte original.

Wolverine – Origens não é muito melhor. A única vantagem é que, finalmente, o roteirista quis agradar os leitores e mostrou que o filho de Logan é cruel. Para compensar, Daniel Way criou uma subtrama envolvendo um sujeito fortão, mas mentalmente prejudicado que provavelmente será dominado por Sillas Burr.

Se você não se lembra quem é Sillas Burr, ou Cyber, não se preocupe: é um personagem canadense relativamente obscuro, com implantes de adamantium, que apareceu um punhado de vezes em títulos do Wolverine e da X-Force.

O desenho de Steve Dillon é aquela coisa de sempre. Todos duros, sem movimento e, resguardadas as proporções, os personagens têm a mesma cara.

Cable & Deadpool nem vale comentários. Todo mês uma história ruim, mal desenhada com dois personagens que não tem nada a ver um com o outro. Vez ou outra salva-se uma piada, porém não é o caso desta edição.

Ao menos, a revista tem X-Factor, de Peter David. A graça da série está cada vez mais centrada nas múltiplas personalidades de Madrox, mas, mesmo assim, se garante com idéias boas como ele se multiplicar tantas vezes que esmaga os agentes da Hidra que o prenderam.

O desenho também é bom, um visual que foge do trivial geralmente visto nas edições mensais de super-heróis.

Classificação:

4,0

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