WOLVERINE # 43

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: Wolverine – Jeph Loeb (roteiro) e Simone Bianchi (desenhos);

Wolverine – Origens – Daniel Way (roteiro) e Steve Dillon (arte);

Cable & Deadpool – Fabian Nicieza (roteiro) e Staz Johson (desenhos);

X-Factor – Peter David (roteiro) e Khoi Pham (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Junho de 2008

Sinopse: Wolverine – Logan continua tendo sonhos estranhos. Enquanto isso, Dentes-de-Sabre escapa e coloca em risco todo o povo de Wakanda.

Wolverine – Origens – Wolverine invade um banco em busca do sintetizador de carbonádio, mas seu filho Daken estava esperando por ele.

Cable & Deadpool – Rino quer se vingar de Wade e o transforma em um chaveirinho para humilhá-lo. Mas Deadpool está disposto a provar que tamanho não é documento.

X-Factor – O secretário de defesa recebe uma ameaça terrorista da Celula X, um grupo que acredita que o governo tirou os poderes dos mutantes. Agora, o Distrito X e seus protetores estão sob vigilância máxima.

Positivo/Negativo: É difícil afirmar que Loeb está escrevendo uma das piores histórias de Wolverine de todos os tempos, porque o personagem foi muito explorado e teve várias fases ruins. Mas que dá para dizer, com certeza, que ele está fazendo uma grande confusão que não levará a nada.

Esse papo de ligar Logan e Creed a uma espécie ancestral encontrada num cemitério arqueológico de Wakanda pode criar um nó sem propósito na cronologia já tão confusa do personagem.

Como se não bastasse, essa tribo que o Logan tem tido sonhos já passou por uma fase primitiva, outra medieval e sabe-se lá o que vem nas próximas edições.

Outro grande problema é que, além do roteiro pouco favorável, o desenho de Simone Bianchi foi totalmente prejudicado pelas cores e pela impressão. As páginas ficaram escuras demais, os tons de preto se perderam e tudo ficou extremamente confuso, a ponto de deixar certas cenas incompreensíveis.

Na seqüência, outra parte da arrastada Wolverine – Origens. Daniel Way passa a edição toda no combate entre Wolverine e o filho, algo difícil de empolgar porque o desenhista Steve Dillon está longe de ser especialista em cenas de lutas com ágeis confrontos. Muito pelo contrário, a única coisa que dá para entender da narrativa visual é que Logan está sendo furado, rasgado e sangrando, mas não há movimentação nas cenas. Uma grave deficiência do artista.

Uma curiosidade para quem pensava que Daken tinha apenas duas garras: ele tem a terceira como o pai, mas ela sai da parte de baixo do punho, ótima para golpes-surpresa.

Cable & Deadpool novamente não tem a presença de Cable. Por isso, se salva uma ou outra piada. Essa idéia de mostrar que Deadpool é na verdade muito bom, mas é prejudicado por sua personalidade caótica, tem sido até interessante.

Apesar das piadas com o personagem cansarem rapidamente e de o desenho ser mediano, pelo menos é uma HQ sem pretensão, feita para ser um entretenimento passageiro. E, nesse intuito, funciona.

Finalmente, o que salva o mix é X-Factor. Além de toda a trama com a Célula X, que já começa bem, mas vai ser mais bem desenvolvida a seguir, o grande destaque é o encontro de Madrox com mais uma de suas cópias.

A desta edição é um detetive que supostamente descobriu um segredo terrível, tanto que passou a beber compulsivamente para esquecer. Quando Madrox chega para absorvê-lo, ele preparou uma cilada na qual mata um policial corrupto. Mas, em seguida, os outros “tiras” no local o assassinam. Assim, Madrox não pode absorvê-lo para não se tornar o culpado do crime.

Cada vez mais as cópias têm surpreendido Madrox, mostrando-se mais evoluídas do que ele mesmo conseguiu ser. Algo a se pensar sobre nós mesmos, não?

Classificação:

4,0

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