WOLVERINE # 44

Por Zé Oliboni
Data: 3 julho, 2009


Autores: Wolverine – Jeph Loeb (roteiro) e Simone Bianchi (desenhos);

Wolverine – Origens – Daniel Way (roteiro) e Steve Dillon (arte);

Cable & Deadpool – Fabian Nicieza (roteiro) e Really Brown (desenhos);

X-Factor – Peter David (roteiro) e Khoi Pham (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Julho de 2008

Sinopse: Wolverine– Logan está em Wakanda e continua tendo sonhos estranhos sobre gerações de homens lupinos parecidos com ele e Dentes-de-Sabre.

Wolverine – Origens – Cyber enfrenta Daken, mas é derrotado. Wolverine aproveita para fazer Cyber de refém e tentar conseguir algumas respostas sobre o passado do seu filho.

Cable & Deadpool – Deadpool ainda está miniaturizado, mas terá que invadir uma base da Hidra para ajudar um velho rival: o Agente X.

X-Factor – O grupo de Madrox precisa achar a Célula X, mas Layla, que sabe das coisas, diz que tudo se acertará sozinho. Como a equipe está impaciente, ela dá pequenas missões para cada um.

Positivo/Negativo: “Vamos fazer um joguinho pra tomar um porre. Toda vez que eu falar ‘Que %&#&@ é essa?’, cê toma um gole.”

Esta é a primeira frase desta edição e, provavelmente o melhor conselho de toda a revista. Talvez se o leitor segui-lo, fique alcoolizado o suficiente para achar alguma graça.

A fase atual de Loeb, até agora, tem sido tão complicada com suas idas e vindas nos sonhos de Wolverine, que dá para questionar se quem está bebendo é o personagem ou o roteirista.

O pior e que o autor parece querer chegar a uma constatação até razoável sobre a existência de vários mutantes com poderes ligados a lupinos, mas o trajeto está sendo tão chato, que não vale a pena acompanhar.

Ao menos o desenho de Simone Bianchi é muito bonito. Pena que os coloristas da Marvel não estavam tão adaptados a artes como a dele. Nesta edição há uma sensível melhora em relação às anteriores. Mas é importante lembrar que neste caso específico, o papel em que as revistas nacionais são impressas não ajuda muito na questão de brilho e luminosidade.

Em seguida, talvez valesse a pena continuar o jogo da trama de abertura em Wolverine – Origens. Impressionante como uma série que se propõe a revelar as origens do personagem até agora falou de tudo, menos disso. É sempre feito um vaivém e o roteirista irrita o leitor com falas que dizem haver histórias para serem contadas, mas que não serão reveladas agora.

Há anos os leitores de Wolverine esperam pelo momento em que se contará a história “verdadeira” do personagem. Quando um título chega com esse intuito, revela-se, mês a mês, uma grande frustração.

Da forma que a história caminha, há dois finais possíveis: uma edição chatíssima só de informação contando tudo que foi escondido e deixado solto até agora; ou novamente um mistério. As duas saídas são resultado de um trabalho editorial incompetente e de um roteirista fraquíssimo.

Cable & Deadpool está carregando Cable no nome por mera consideração, já que o personagem tomado por Mike Carey está muito envolvido nos eventos de X-Men. No fim, virou uma revista do Deadpool, e até funciona. Tem aquele humor metalinguístico nonsense que é a cara do personagem.

Não espere nada genial, nem grandes risadas. São piadas dignas de um sorriso amarelo, algumas até de mau gosto. O desenho mediano tem lá suas cenas de ação. É uma HQ bem despretensiosa que até se encaixa no mix.

Fechando a edição, X-Factor que, mesmo não estando em uma das suas melhores edições, é a melhor HQ da revista.

Ainda na busca pela tal Célula X, é mais uma edição que mostra como funcionam os misteriosos poderes da Layla. Ela dá pequenas missões aos membros do X-Factor e cada coisa que um deles faz reflete, de uma forma ou de outra, em uma trama maior, que se junta na cena final.

Não é extraordinária, mas é uma história bem feita.

 

Classificação:

4,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.