WOLVERINE # 45

Por Zé Oliboni
Data: 3 julho, 2009


Autores: Wolverine (Wolverine # 54) – Jeph Loeb (roteiro) e Simone Bianchi (desenhos);

Wolverine – Origens (Wolverine: Origins # 15) – Daniel Way (roteiro) e Steve Dillon (arte);

Cable & Deadpool (Cable & Deadpool # 39) – Fabian Nicieza (roteiro) e Ron Lim (desenhos);

X-Factor (X-Factor # 19) – Peter David (roteiro) e Khoi Pham (arte).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Agosto de 2008

Sinopse: Wolverine – Logan continua tendo sonhos estranhos, agora com a Segunda Guerra Mundial. Ele e seu companheiro vão atrás de Dentes-de-Sabre, Selvagem e uma explicação no velho Complexo da Arma X.

Wolverine – Origens – Cyber está à beira da morte e Wolverine leva-o até o Consertador para deixá-lo forte o suficiente para falar o que sabe sobre Daken.

Cable & Deadpool – Deadpool precisa salvar as amigas do Agente X de T-Ray, um velho inimigo que alega que ele roubou sua identidade.

X-Factor – A Célula X está causando uma grande confusão no Distrito; e o X-Factor não consegue juntar as pistas necessárias para ver quem realmente está tramando tudo.

Positivo/Negativo: A história de Loeb está cada vez mais enrolada e chata. Na mistura de supostos sonhos, ou memórias, nem mesmo Wolverine sabe o que é verdade o não nesse enrosco.

Para piorar, o autor colocou a Arma X no meio; e tudo que a envolve é traumático e problemático, pois essas histórias foram mexidas, remexidas e reviradas de todo jeito e, a cada nova abordagem, a situação só piora.

O mais triste é que, até aqui, o arco foi pura confusão e cacofonia de ideias. Há um esboço de linha de raciocínio, mas ainda tênue. Só que a próxima edição é a conclusão e terá outra luta de Logan e Creed.

Portanto, ou será uma edição com texto à beça para explicar tudo, ou as coisas ficarão no ar e esse arco não só terá sido ruim apenas em suas partes, mas como um todo.

Ao menos a arte é muito boa, o que, na verdade, é uma pena – Simone Bianchi poderia estar colaborando com roteiristas melhores.

Muito esporadicamente, Daniel Way joga algumas migalhas de informações para alimentar os leitores. Desta vez, Cyber revela para Logan algumas verdades sobre o Departamento H e Hudson. Aparentemente, as pessoas que acolheram Wolverine quando ele morou no Canadá eram os mesmos canalhas que contrataram Cyber para torturar e matar pelo governo canadense.

Além disso, ele revela que Janet, uma das esposas de Logan, assim como várias outras mulheres da vida dele, não passavam de um mecanismo de controle, e eram assassinadas quando necessário para Wolverine sempre se lembrar que é um animal, não um humano.

É bom que a história finalmente caminhe para algum lugar, mesmo que revele conceitos já explorados antigamente. A ideia de que os amores de Wolverine eram arquitetados e que o Departamento H era podre já foi trabalhada várias vezes, inclusive chegou a ser levantada, em menor proporção, no desenho animado dos X-Men dos anos 1990.

Mas, claro, para revelar algo Way precisa compensar criando um novo mistério. Então, Daken é torturado por alguém a mando de um mestre, que mandou deixar Logan em paz. Ou seja, a trama vai enrolar por muito tempo.

Como sempre, a arte de Steve Dillon é limitada na variedade de feições e cansativa com o passar do tempo. Depois de 15 edições, ele já poderia ter sido substituído ou pelo menos revezar com alguém para mudar um pouco o visual para o leitor.

Cable e Deadpool tem alguns bons momentos. No geral, são piadas sem graça e brincadeiras de metalinguagem. Mas, finalmente, se voltou a se falar do Cable. Na luta com T-Ray, Deadpool ficou sério e comentou como funcionava o cérebro dele e o que Nathan fez por ele. Assim, por um breve momento, fez sentido os dois serem amigos.

Nos últimos meses, o título praticamente enrolou esperando os acontecimentos de X-Men, de Mike Carey, que envolvem Cable e, aparentemente, na próxima edição as histórias se integrarão. Vale esperar para ver se melhora ou se volta para a baixa qualidade de sempre.

Desta vez, X-Factor não salvou o mix. A história com a Célula X é bagunçada. De um lado, eles fazem ataques achando que o sumiço dos poderes é culpa do governo; de outro, o Pietro se movimenta aqui e ali tentando esconder a verdade sobre o Dia M.

É uma trama inteligente, com ação e uma arte bem feita, mas não está tanto quanto em outros meses. Está acima da média da do mix, porém isso diz muita coisa, já que o restante da revista é sofrível.

 

Classificação:

4,0

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