WOLVERINE # 8

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2005


Título: WOLVERINE # 8 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Wolverine – Greg Rucka (roteiro) e Leandro Fernandez (arte);

Mística – Sean Mackeever (roteiro) e Manuel Garcia (arte);

Emma Frost – Karl Bollers (roteiro) e Carlo Pagulayan (arte);

Arma X – Frank Tieri (argumento) e Roger Robinson (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Julho de 2005

Sinopse: Wolverine – Os destinos de Rojas e sua filha estão nas mãos de Logan.

Arma X – A verdade por trás do retorno de Maverick e a identidade do misterioso Agente Zero.

Mística – Raven partirá para o acerto de contas com a dona da DermaFree, mesmo que tenha que desobedecer as ordens do Miúdo.

Emma Frost – O pai de Emma se negou a pagar o resgate por sua filha, mas como ele reagirá quanto toda a mídia souber disso?

Positivo/Negativo: Greg Rucka volta com a eterna discussão sobre Logan ser um homem ou um animal. Infelizmente, a história não empolga. Como toda ação se concentrou na edição anterior, sobrou para esta aventura o emocional, o que sempre é bem trabalhado pelo autor, mas que não cai muito bem para Wolverine.

O personagem não faz nada diferente do esperado, até sua falas são previsíveis. Esse é o resultado a longo prazo da superexposição que Logan teve, aparecendo em uma dúzia ou mais de títulos da Marvel todo mês.

Os desenhos ajudam um pouco. Apesar de não serem excelentes, cumprem sua função.

O grande problema das histórias do universo dos X-Men é que, após muitos anos e milhares de títulos diferentes, existe uma cronologia extensa demais e não são raras as vezes que um roteirista puxa um personagem obscuro e o joga no meio de uma trama, pressupondo suas motivações. Isso deixa o leitor que não teve paciência de acompanhar todos os títulos mutantes da última década perdido.

É o que acontece nesta edição de Arma X, na qual se retoma um garoto coadjuvante de um antigo arco de histórias do Maverick (um personagem de segundo escalão) e se espera que o leitor entenda a trama e por que agiu daquela forma.

Essa ausência de explicações costuma afastar novos leitores, por não entenderem a história. Daí a necessidade de revistas como a linha Ultimate. Pelo menos os desenhos estão bem feitos.

Emma Frost surpreende um pouco pela frieza dos personagens, mas como é a história que antecede o fim do arco, só cria expectativas para o que virá na próxima edição.

Assim como o estilo da trama, o desenho desta série destoa do resto da revista. Com um traço mais delicado, ágil e uma narrativa limpa, feita em cores claras, a arte se adapta muito bem ao roteiro.

Mística voltou a ser a personagem que sempre se esperou: mais fria, irresponsável e cruel. Mas, ainda assim, pode-se dizer que o fato de trabalhar com o Professor Xavier a “amoleceu”, já que não teve coragem de destruir seus clones.

Apesar desse bom desenvolvimento, esta edição é uma das piores que Mística já teve, com uma narrativa truncada e confusa.

 

Classificação:

4,0

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