WOLVERINE ANUAL # 1

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: A casa de sangue e lágrimas – David Lapham (roteiro) e David Aja (arte);

Garras – Jimmy Palmiotti, Justin Gray (roteiro) e Joe Linsner (ilustração).

Preço: R$ 7,50

Número de páginas: 104

Data de lançamento: Novembro de 2007

Sinopse: A casa de sangue e lágrimas – Em uma luta contra um robô da Hidra, Wolverine cai na pequena cidade de Waverly, na fazenda da família Buchman, e descobre um triste segredo neste local.

Garras – Wolverine e a Gata Negra foram capturados e levados para uma ilha onde caçadores milionários comandados por Kraven desejam caçar os dois como animais selvagens.

Positivo/Negativo: Até que demorou para Wolverine ganhar sua edição anual no Brasil. Pena que a estréia seja bem mediana. Além de histórias sem grandes atrativos, o mix é um tanto desequilibrado e há uma mudança radical de clima da primeira aventura para a minissérie com a Gata Negra.

Em A casa de sangue e lágrimas, David Lapham tenta contar uma história sombria que esconde um mistério ligado à simplicidade e a ignorância das pessoas. O clima lembra um pouco Batman – Cidade do Crime, também escrita por ele. Aliás, acontece o mesmo que na HQ do Homem Morcego: suas idéias não funcionam bem com super-heróis.

A tentativa de representar a mãe da garota que ajuda Wolverine como uma mutante mal compreendida em uma cidade de pessoas preconceituosas e ignorantes pendeu demais para o grotesco, chegando quase a ser de mau gosto. Junta-se a isso o robô da Hidra que destoa completamente de todo o ambiente e eis uma história sofrível.

Ao menos a arte de David Aja é interessante. Ele foi escolhido para combinar com o clima sombrio e o ar de podridão que domina a trama. Seu traço rabiscado cria cenas bem fortes e capazes de revirar estômagos mais fracos, como a seqüência que descreve a senhora Buchman.

Depois de algo tão tenso e dramático, vem Garras, uma história de ação gratuita e bastante humor. Isso já é contrastante à primeira vista com a mudança radical de um desenho todo peculiar, para um traço bem comum, no estilo super-herói.

Mas a história até que diverte. Jimmy Palmiotti e Justin Gray estão ganhando espaço na Marvel fazendo revistas despretensiosas, mas, às vezes, necessárias. É exatamente do que se trata esta edição. Um entretenimento leve, no qual Wolverine é ferido de todas as maneiras possíveis, enquanto a Gata Negra faz um contraponto humorístico.

Há algumas coisas que fogem do propósito, como a primeira cena da Gata, em que o Homem-Aranha aparece dando cantadas baratas que mais parecem as de um adolescente. Mas, no geral, diverte.

Classificação:

4,0

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