X-Men # 10 – Abril – Premium

Por Rodrigo L. Monteiro
Data: 19 maio, 2001

X-Men Premium # 10Editora: Abril Jovem – Mensal

Autores: Os Doze – Alan Davis, Fabian Nicieza, Erik Larsen, Terry Kavanagh, Joe Pruett & Ben Raab (textos), Mike Miller, Alan Davis, Roger Cruz, Tom Raney, Bernard Chang & Anthony Willians (lápis), Durruthy, Massengill e Cristhian, Derek Fridolfs, Andy Owens, Scott Hanna, Tray Hubbs e Scott Koblish, John Holdredge & Mark Farmer (nanquim), Marie Javins, Wilson Ramos, Brian Haberlin, Colorgraphix, Brian Miller e Hi-Fi Design & Steve Oliff (cores);

Anos Incríveis: John Byrne (textos e lápis), Tom Palmer (nanquim) e Gregory Wright (cores).

Preço: R$ 9,90

Data de lançamento: Maio de 2001

Sinopse

Finalmente acontece a tão esperada Saga dos Doze. Se você esperava conflitos o tempo todo, ou uma batalha de vida e morte entre os Doze, os X-Men e Apocalipse, pode ter certeza de uma coisa: vai ficar decepcionado.

Depois do confronto da edição anterior, Noturno, Anjo, Jubileu e Kitty saem atrás de Morte, pelos túneis dos Morlocks. Seu objetivo é forçar, de alguma forma, que Wolverine recupere o controle de sua mente. Para isso, contam com a ajuda de Psylocke que, usando o computador Cérebro, retoma seus poderes psíquicos e torna-se fundamental para o triunfo de Logan sobre a programação de Apocalipse.

Isso, no entanto, acarreta tremendas transformações no Anjo, que se torna um ser de luz e sai por Nova York com um objetivo misterioso, e não totalmente altruísta. Cabe ao renascido Wolverine, ainda com a ajuda de Psylocke, tentar detê-lo de alguma forma.

Enquanto isso, o restante dos X-Men, aliado a Magneto, chega no Egito com o objetivo de encontrar um meio de deter os planos de Apocalipse com os Doze. Na batalha que se segue, entre os Skrulls, aliados aos Filhos do Sol (os seguidores do Monolito Vivo, agora capturado por Apocalipse) e os X-Men, os mutantes não impedem que Apocalipse consiga capturar o restante dos Doze que lhe faltavam. Inclusive Bishop, que retorna subitamente de seu exílio no futuro.

Os X-Men que ficaram em NY – Wolverine, Anjo, Jubileu, Kitty e Noturno – têm um dilema nas mãos: ou partem para o Egito atrás de seus amigos ou vão atrás da pessoa que está roubando arquivos vitais dos sistemas da Mansão X, ou atendem a um pedido de socorro vindo de Genosha.

Wolverine faz sua opção pela última opção, vendo nisso uma chance de finalmente enfrentar Magneto sem ter Charles Xavier por perto. No entanto, não é Magneto a ameaça encontrada pelos X-Men em Genosha, e sim um inimigo há muito desaparecido.

Voltando ao Egito, Cable, mesmo confinado em uma das prisões de Apocalipse, é levado ao plano psiônico ao lado de Ciclope, onde, mais uma vez, confronta a validade de sua missão, além dos sacrifícios e das vitórias que obteve ao longo dela.

Finalizando, temos o desfecho da Saga dos Doze. Charles Xavier, Ciclope, Jean Grey, Mikhail Rasputin, Magneto, Polaris, Tempestade, Solaris, Homem de Gelo, Bishop, Cable e o Monolito Vivo. Esses são os Doze, que servirão como um circuito energético vivo que permitirá que Apocalipse torne-se onipotente.

Para isso, basta que o mutante absorva os poderes do X-Man. Lá fora, no deserto, os X-Men enfrentam ainda os Filhos do Sol e os Skrulls, sem chances de vitória. Porém, graças a Fiz, o skrul que se aliou aos mutantes edições atrás, a maré da luta pode virar.

De volta ao templo de Apocalipse, muita coisa ainda vai acontecer. Mas é melhor você ler a revista, pois não vou estragar o final…

Em X-Men: Anos Incríveis, o Fera encontra-se com Ororo na África, anos antes desta se tornar uma X-Man. Logo, ambos se juntam a Ciclope e Jean, e sofrem uma derrota nas mãos de um poderoso inimigo. Paralelamente, na Terra Selvagem, Destrutor, Ka-Zar e Lorna Dane estão à mercê da fúria dos nativos que perderam seus lares na erupção do vulcão da edição anterior. O Homem de Gelo chega desacordado à Terra Selvagem e um navio cargueiro “pesca” o Anjo em algum lugar do Atlântico Sul.

Positivo/Negativo

A tão falada Saga dos Doze é realmente uma decepção. Sinceramente, eu esperava mais de uma história que vem sendo planejada há tantos anos e, no final, se mostra bem aquém do que poderia ter sido. Até porque ela nem parece uma saga, já que foi montada sobre várias histórias quase completamente soltas entre si.

As reviravoltas são mal conduzidas e algumas situações (como os tais Skrulls mutantes) soam um tanto quanto absurdas. Até mesmo a inclusão de Bishop no meio dos Doze mostra-se inadequada. Ele aparece subitamente do futuro e, assim como veio, some novamente.

Isso só mostra o quanto os X-Men necessitavam mesmo de mudanças em suas equipes de criação. Pelo menos nos roteiristas, já que os desenhos mantêm a mesma qualidade dos últimos anos.

Com relação a X-Men: Anos Incríveis, não há nenhum ponto, negativo ou positivo, a ser destacado. Exceto, talvez, o nome do cargueiro que resgata o Anjo: Sigurd Jarlson, que já foi usado por Thor para esconder sua identidade no passado.

Classificação

3,0

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