X-MEN # 2

Por Rodrigo L. Monteiro
Data: 1 dezembro, 2001

X-Men #2Título: X-MEN # 2 (Panini Comics) – Revista mensal

Autores: X-Men – Chris Claremont (textos), Anthony Williams, Scot Eaton e Thomas Derenick (lápis), Norm Rapmund e Scott Hanna (nanquim), Hi-Fi Designs e Richard Isanove (cores);
Cable – Robert Weinberg (textos), Michael Ryan (lápis), Andrew Pepoy (nanquim), Gloria Vasques (cores).

Preço: R$ 6,90

Data de lançamento: Fevereiro de 2002

Sinopse: Três histórias dos X-Men escritas por Chris Claremont. A primeira – curtinha, apenas onze páginas – mostra o desfecho da guerra X-Men contra os Neos. Conseguindo invadir a base dos vilões, os mutantes partem em busca da policial Charlotte Jones e tentam, de uma vez por todas, acabar com a guerra sem sentido declarada por Domina.

Na história seguinte, os X-Men tentam aproveitar um momento de rara calmaria, quando a encrenca literalmente despenca em seus colos, na forma de Lady Letal e um bando de Supra-Sentinelas, refugos da famigerada Operação Tolerância Zero.

Com a derrota dos Supra-Sentinelas, o grupo e Lady Letal fazem uma aliança para descobrir quem está no comando daquele ataque, já que o único que poderia acessar os Sentinelas, Bastion, foi eliminado meses atrás. Assim, Vampira, Colossus, Noturno, Wolverine, Psylocke, Pássaro Trovejante e Lady Letal saem à caça desse misterioso vilão que, no fim das contas, revela-se apenas um antigo inimigo que retorna.

Vampira, Jean Grey, Cable, Tempestade, Fera e Gambit tentam tirar uma folga em Nova Orleans. No entanto, um pedido de socorro de uma antiga amiga coloca o bando de heróis cara a cara com um poderoso furacão…

Finalmente, meses depois das mortes de Apocalipse e Ciclope, Cable ainda tenta encontrar seu lugar no nosso tempo, agora que, aparentemente, sua luta para evitar um futuro catastrófico ficou sem sentido. No entanto, a aparição inesperada de três bruxas e o aviso que trazem consigo podem levar o mutante a mais uma batalha.

Positivo/Negativo: Lendo os X-Men, percebe-se que Chris Claremont perdeu mesmo a mão. A parte final da luta contra os Neos não só é anticlimática, quanto pode confundir os leitores. Afinal, logo na primeira página, o autor apresenta a nova Irmandade de Mutantes, formada por Mística, Avalanche, Blob, Sabre, Groxo e uma personagem cujo nome não é revelado.

A “confusão” se dá com relação a Sabre e Groxo. O primeiro, que fez parte da Força Federal, foi retratado anos atrás como uma pessoa idosa. Aqui, ele aparece jovem, o que nos faz pensar que, ou é outra pessoa, ou ele passou por um rejuvenescimento completo. Já o Groxo está com o aspecto físico – e poderes – idênticos aos de sua versão em X-Men: O Filme, totalmente diferente do personagem que estamos vendo em X-Men Extra. Teria Groxo passado por mais uma mutação? Ou essa é só mais uma das bolas foras do Senhor Claremont? Outra falha nessa primeira história é a falta de créditos para o(s) colorista(s).

As duas histórias seguintes estão no mesmo nível que Claremont vem mantendo há meses. Há algumas cenas estranhas em “mutuna@morto.com”, especialmente uma em que Wolverine, Colossus e Noturno, batem continência e pedem orientações a Vampira sobre como agir perante o ataque dos Supra-Sentinelas. Se ainda fosse o Pássaro Trovejante daria para entender, mas, os X-Men mais experientes da nova formação pedindo dicas de batalha? No mínimo estranho.

Em “Para Aqueles em Perigo”, o destaque maior vai para o trio Denerick/Rapmund/Isanove, com uma arte bastante atraente numa história que não tem nenhum ponto de grande destaque.

Cable mantém o mesmo nível das últimas histórias. O uso das três bruxas para alertar os perigos futuros (tão utilizadas por Neil Gaiman e James Robinson respectivamente em Sandman e Bruxaria) é um tanto batido e tira um pouco do brilho da história.

Classificação:

4,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.