X-MEN # 36

Por Luciano Guerson André
Data: 1 dezembro, 2005


Título: X-MEN # 36 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Novos X-Men – Grant Morrison (roteiro) e Chris Bachalo (desenhos);

Novos Mutantes – Nunzio Defilippis e Christina Weir (roteiro) e Mark A. Robinson (desenhos);

Fabulosos X-Men – Chuck Austen (roteiro), Sean Phillips e Philip Tan (desenhos).

Preço: R$ 6,50

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Dezembro de 2004

Sinopse: Novos X-Men – Wolverine, Ciclope e Fantomex invadem a estação orbital do programa Arma Extra. Logan tem a chance de finalmente desvendar os segredos perdidos de seu passado e, de quebra, pôr um fim nos planos de genocídio mutante da organização, isso se sobreviver ao ataque do Arma XV.

Novos Mutantes – A novíssima geração de mutantes da escola X resolve visitar Nova York, mas não poderia esperar encontrar um dos maiores inimigos dos X-Men: Donald Pierce e seus carniceiros. Para salvar as próprias vidas os jovens estão prestes a enfrentar um verdadeiro batismo de fogo.

Fabulosos X-Men – Todos os mistérios sobre a origem de Noturno estão prestes a ser desvendados… para o bem ou para o mal. É o início de Draco.

Positivo/Negativo: Novos X-Men – A conclusão do arco não diferiu do seu desenvolvimento. Uma história confusa, corrida e que não faz jus à fama de Grant Morrison como escritor de ponta.

A arte de Cris Bachalo também está bastante irregular, apresentando um visual muito poluído, que compromete o ritmo da narrativa. Fica a torcida para que o próximo arco retome ao menos um pouco do pique das primeiras edições escritas pelo escocês.

Novos Mutantes – Uma estréia com sabor de “comida requentada”, já que o conceito de jovens aprendendo a lidar com seus superpoderes e as conseqüências de serem diferentes das normas da sociedade se tornou um tema batido. Isso não seria um empecilho para boas histórias, desde que os autores soubessem explorar as possibilidades dramáticas suscitadas. Infelizmente, não é o que se vê aqui.

A aventura mescla alguns dos Novos Mutantes originais, como Danielle Moonstar e Xian Coy, desta vez no papel de professoras e recrutadoras do Instituto Xavier, com uma nova turma de calouros da escola de Westchester. Esta edição retoma os eventos mostrados no fraquíssimo Marvel Apresenta # 11.

E o que se vê aqui é a repetição dos mesmos problemas: um amontoado de personagens sem carisma e situações clichês. A personagem Sofia Barret por exemplo, tem como temática principal a rejeição paterna. Os autores não conseguiram acrescentar nada de relevante sobre esse conflito visto tantas vezes no quadrinhos e em outras mídias. Fica-se com a sensação de que apenas seguem uma fórmula pronta, sem adicionar uma personalidade própria à sua criação.

Os desenhos de Mark A. Robinson ajudam a comprometer ainda mais o resultado. A arte é simplória e, em determinados momentos, parece quase amadora. Os cenários são negligenciados e os tipos físicos são inconsistentes e repetitivos.

Em Fabulosos X-Men, de Chuck Austen, o arco Draco estréia prometendo desagradar o mais ardoroso dos fãs X.

No prelúdio é mostrado o desenrolar dos eventos que levaram a mutante Mística a dar à luz e, na seqüência, abandonar Noturno. Mais uma vez Austen faz uma personagem feminina no seu padrão: obcecada por sexo ou relacionamentos.

A segunda parte situa-se no presente, e mostra Noturno sendo controlado mentalmente à distância para ir até a misteriosa Isla Des Demonas. De quebra, o desenvolvimento de dois subplots: a revolta do Fanático pelo afastamento do jovem Sammy e o conflito da enfermeira Annie com a ensandecida Polaris.

Ambas as histórias são o que se pode esperar de um trabalho de Austen: não tem um mínimo de sutileza e tentam se sustentar em melodramas dignos de novelas mexicanas. Algumas bizarrices se destacam como a horda de linchadores com tochas no que seria a Alemanha dos anos 80, ou a tentativa de se estabelecer a idade de Kurt Wagner como meros 20 anos, aproximadamente.

No quesito arte, uma boa participação de Sean Phillips na primeira história. A sua narrativa eficiente e traço expressivo fazem falta. Já a aventura desenhada por Philip Tan é mais irregular. Ele mescla influências de escolas diversas sem conseguir um resultado convincente. Ao menos é um trabalho que guarda um certa originalidade e apresenta alguns visuais interessantes.

Mas diante das deficiências tão evidentes do roteiro, pode-se dizer que o problema do título não são os desenhos.

Entretanto, as histórias apresentadas são apenas o começo e servem meramente para apresentar a premissa da série. Trema, leitor. O pior ainda está por vir.

No cômputo geral, esta foi uma das piores edições de X-Men pela Panini. Basta dizer que as fracas histórias do Wolverine que vinham sendo publicadas deixaram saudades diante de tantas lambanças.

Classificação:

4,0

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