X-MEN # 50

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006


Título: X-MEN # 50 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: X-Men – Chuck Austen (roteiro) e Salvador Larocca (desenhos);

Novos X-Men – Academia X – Nunzio Defilippis, Christina Weir (roteiro) Michael Ryan (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Fevereiro de 2006

Sinopse: X-Men – A traição do Fanático abre as portas do Instituto Xavier à Irmandade de Mutantes, que pega os X-Men desprevenidos e deixa um rastro de destruição e morte na conclusão de Heróis & Vilões.

Novos X-Men – Academia X – A prisão de Kevin Ford divide opiniões e pode levar Sofia a unir-se aos Satânicos.

Positivo/Negativo: X-Men consegue surpreender a cada mês, com a queda ininterrupta da qualidade. Logo será preciso criar uma nova escala de notas só para a revista, já que zero está deixando a desejar como referência.

Aparentemente, a Panini optou por usar aventuras mais fechadas dos personagens. Nesta edição há três com os X-Men de Chuck Austen e Salvador Larocca; e no próximo, serão duas ou mais de Os Fabulosos X-Men de Chris Claremont e Olivier Coipel, que tem sido um fracasso só superado por Extreme X-Men, do mesmo roteirista.

Realmente impressiona o fato de esta revista ser uma das mais vendidas da editora. Isso só comprova a teoria de que se personagem for bom e tiver carisma e divulgação, não importa o que façam com os roteiros, ele sobrevive.

Em X-Men, o estilo novelão de Austen não ficou tão marcado. Há muita ação e um bom momento, protagonizado por Cain, quando ele pede para o Destructor apenas comandar. Mesmo assim, no geral a história é fraca demais, pois repete coisas que todos os roteiristas fazem, como destruir a Mansão X – a alegria das lojas de materiais para construção.

E, como sempre, o roteirista cria um vilão tão poderoso e invencível, que no final precisa apelar muito forte, com uma solução forçada à beça para justificar a vitória dos heróis.

Larocca se mantém como um desenhista fraco e desatento, mas com bons momentos. Isso se reflete nas cores também. O Estúdio Liquid! faz um péssimo trabalho, sem um padrão de iluminação de dispersão de luz. Para exemplificar: no Homem de Gelo, em alguns trechos do seu corpo usam a cor do ambiente, considerando-o transparente, mas outros ele é opaco.

O engraçado é que a mesma parceria Larocca/Liquid! é responsável pelas ótimas capas. Difícil entender por que pegam um cara que ótimo em uma coisa e, em vez de deixá-lo só fazendo aquilo, o colocam em trabalhos que só desmerecem sua arte.

Novos X-Men – Academia X perdeu completamente a identidade. A revista está com uma trama mais séria, o que costuma ser bom, mas nesse caso não combina com a trajetória do material e com que se espera do título.

Além disso, tiraram o traço no estilo mangá e trouxeram um desenhista mais tradicional. Nada contra Michael Ryan, mas o anterior retratava melhor a linha da revista e seus personagens.

Apesar de tudo, cabe um elogio à Panini pelo brinde aos leitores, um baralho em comemoração as 50 edições do título.

 

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