X-MEN # 51

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006


Título: X-MEN # 51 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: Os Fabulosos X-Men – Chris Claremont (roteiro) Alan Davis (desenhos);

Novos X-Men – Academia X – Nunzio Defilippis, Christina Weir (roteiro) Michael Ryan (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Março de 2006

Sinopse: Os Fabulosos X-Men – Um grupo de jovens agressores de mutantes é brutalmente retalhado até a morte. Investigando o caso, Ororo e sua equipe se deparam com um mistério ainda mais intrigante… e potencialmente letal.

Novos X-Men – Academia X – Ventania se une aos Satânicos para resgatar Kevin Ford, mas essa parceria pode destruir definitivamente os Novos Mutantes.

Positivo/Negativo: Quando você lê X-Men, um pensamento fatalmente vem à mente: são realmente necessárias tantas revistas mutantes? Não dá para tirar o mérito de alguns dos títulos, Surpreendentes X-Men, por exemplo, tem sido excelente, mas Os Fabulosos X-Men é aquele que se fosse substituído por 22 páginas em branco, com certeza, seria mais proveitoso.

Pode parecer “pegação no pé” de Claremont, que, como sempre deve ser ressaltado, já foi um excelente escritor, mas para evitar isso vale destacar um exemplo objetivo de um recurso que ele usou para criar um suspense entre uma edição e outra.

A primeira história acaba com a X 23 furando o estômago de Wolverine com suas garras, querendo deixar aquele clima de “será que ele morreu?”. Ora, Logan já teve seu corpo quase completamente queimado ficando próximo do Sol, levou todos os tiros possíveis, teve uma granada explodindo na sua boca e foi atropelado por um rolo compressor, só para citar alguns exemplos. É óbvio que não vai morrer por causa de uns furinhos na barriga.

Assim como em Excalibur, vê-se que Claremont tem algumas idéias legais, como a inserção da X 23 na história, porém seu estilo narrativo antiquado acaba com qualquer revista. Se querem continuar dando trabalho a ele, por respeito, deveriam deixá-lo como consultor especial ou até mesmo editor, mas afastá-lo definitivamente dos roteiros.

Alan Davis deu uma melhorada nos desenhos, mas continua sendo um trabalho fraco, principalmente se comparado com outras revistas que já fez. Talvez ele fique tão assombrado com o péssimo roteiro, que não consiga ter boas idéias para a arte.

Depois de duas histórias com Os Fabulosos X-Men, duas com Novos X-Men – Academia X. O título perdeu um pouco a linha, mas ainda serve como um entretenimento leve para passar o tempo.

O mais impressionante é que, mesmo sendo uma história fraca, é muito mais agradável de ler do que o resto da revista. Principalmente a segunda aventura, que começa a retomar o que o título foi no início, focando o grupo e não os elementos individualmente.

Michael Ryan também parece ter entendido melhor o espírito da revista. Deixou seu desenho mais solto e até arriscou alguns traços mais rápidos e próximos à linha mangá que marcou a revista.

 

Classificação:

4,0

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