X-MEN # 53

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2006


Título: X-MEN # 53 (Panini
Comics
) – Revista mensal
Autores: X-Men – Chris Claremont (roteiro) e Salvador Larocca (desenhos);

X-Men – Gólgota – Peter Milligan (roteiro) e Salvador Larocca (desenhos);

Novos X-Men – Academia X – Nunzio Defilippis e Christina Weir (roteiro) e Carlo Pagulayan (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Maio de 2006

Sinopse: X-Men – Veja como os mutantes ligados aos X-Men passam o natal.

X-Men – Uma pilha de corpos leva os X-Men a um apavorante mistério. Quem ou o que é Gólgota?

Novos X-Men – Academia X – A verdade sobre o fantasma da Mansão X.

Positivo/Negativo: A primeira história é uma daquelas apenas para cumprir tabela, enquanto não entra uma nova equipe criativa. Contudo, Claremont acertou no seu panorama sobre o momento atual dos X-Men.

Pode-se classificar a trama de piegas e até um pouco sem graça. Mas os personagens dos principais títulos mutantes estão ali bem representados e pode-se ter uma boa idéia do ponto em que está cada revista.

Não é uma coisa detalhada, mas alinhavando a história com um pequeno salvamento e o mostrando o que o mutantes fazem no natal, Claremont extrai o principal de cada série e personagem. Além disso, aproveitou-se desta edição para eliminar a idéia sem propósito de Gambit ter ficado cego, curando-o.

A nova fase do título, sob o comando de Peter Milligan, está melhor, mas isso não é necessariamente um elogio, pois o trabalho de Austen, que o antecedeu, foi ruim demais. O novo roteirista acerta no tom do bom humor e da crítica social com a revolução mostrada em Los Angeles.

Entretanto, sua estrutura narrativa não é boa. Em uma tentativa de criar um clima de mistério, Milligan trabalha com uma trama bastante entrecortada e mantém tudo oculto. Assim, não cria bem um mistério, mas causa uma certa sensação de mal-estar no leitor, que não consegue compreender o que está acontecendo.

Salvador Larocca desenha as duas aventuras. Apesar de seu desenho competente, ele é cansativo, repetitivo e acrescenta pouco. É o tipo de traço que cansa. Entretanto, é certo que na primeira história com cores mais claras e quentes, seu traço fica bem mais destacado e agradável visualmente.

Já na segunda, com um visual bem mais escuro e com muitos efeitos digitais, o traço fino de Larocca fica apagado e os desenhos perdem definição.

Novos X-Men – Academia X acabou de um jeito condizente com o título, mas bem inusitado. Com a revelação de quem é o fantasma do Instituto e como morreu, poderia se esperar que fosse embora, mas a solução de ficar como aluno foi interessante. Até porque, ele não seria a criança mais estranha da turma.

As outras tramas da revista ainda estão em aberto, como os romances de Josh, mas parecem caminhar no ritmo correto.

A arte de Carlo Pagulayan é boa e tecnicamente funcional. Não traz nenhuma inovação em especial e peca um pouco nos detalhes de cenas que exigem um desenho menor, mas, pelo menos, não atrapalha a narrativa e a compreensão da história.

 

Classificação:

4,0

• Outros artigos escritos por

.

.

.