X-MEN # 72

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: X-Men – Mike Carey (roteiro) e Clay Henry (desenhos);

Livre – Brian K. Vaughan (roteiro) e Skotie Young (desenhos);

Fabulosos X-Men – Ed Brubaker (roteiro) e Billy Tan (desenhos);

Novos X-Men – Craig Kyle e Chris Yost (roteiro) e Paco Medina (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Dezembro de 2007

Sinopse: X-Men – Dentes-de-Sabre revela a origem dos novos inimigos dos X-Men, um grupo de espécimes evoluídos milhares de anos em uma experiência secreta que conseguiu se manter fora do mapa até agora.

Fabulosos X-Men – Enquanto viaja até a capital do Império Shiar, o grupo de Xavier é atacado por Korvus e a espada de Rookshir, um antigo hospedeiro Shiar da Força Fênix.

Livre – Os X-Men vão atrás dos Fugitivos para recrutar Molly, a mutante do grupo.

Novos X-Men – Isolados juntos com Forge e o Nimrod, os jovens mutantes terão que mostrar tudo que aprenderam para sobreviver.

Positivo/Negativo: Finalmente uma edição de X-Men em que pelo menos dá para se entender a história. Com um roteiro linear, contando tudo que o leitor precisa saber para se situar na trama, é uma verdadeira exceção no arco de Carey.

Mais do que só um roteiro claro, a mudança de desenhista proporcionou um visual bem menos poluído. Assim, é possível entender o que está acontecendo nas cenas sem ficar horas tentando descobrir o que todas aquelas linhas se sobrepondo escondem.

No entanto, agora que se sabe o que está acontecendo, surge a decepção. Talvez o autor tenha mantido a história confusa até aqui por prever a fragilidade da trama e o risco de que mais um combate entre os X-Men e um grupo superpoderoso que quer matá-los não prendesse a atenção do leitor.

Fabulosos X-Men continua num ritmo bom e mostra que Brubaker tem mais pretensões do que simplesmente continuar X-Men – Gênese Mortal. O Império Shiar sempre foi bem ligado à cronologia dos mutantes e, agora, o autor está aproveitando para desenvolver várias pontas soltas que ficaram dessa relação. Vale aguardar para ver aonde ele chega.

O desenho de Billy Tan surpreende nesta edição, mas ainda apresenta falhas. Suas desproporcionalidades e distorções continuam gritantes. Sorte que o colorista Frank D’Armata (grafado erroneamente nos créditos como D, Armata) faz um trabalho impecável e salva o visual.

Novos X-Men começa mal, com uma falha da edição nacional. A história saiu sem os créditos e sem a informação da edição original. Provavelmente, tudo isso ficou na página de recapitulação cortada neste número.

A história não tem nada de espetacular. O grupo luta como um time e derrota Nimrod, pelo menos temporariamente. É uma trama leve e até gostosa de ler, mas bem comum.

Preenchendo as páginas que sobraram no mix, uma edição que foi distribuída gratuitamente nos Estados Unidos em uma data que eles chamam de Free Comic Book Day, em que as editoras fazem pequenas histórias para divulgar os quadrinhos.

É uma trama simples, com muitos diálogos legais e engraçados reunindo dois grupos carismáticos da editora. Até a arte é feita para atrair jovens leitores. Com um visual bem leve e solto, lembra algumas animações recentes.

Classificação:

4,0

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