X-MEN # 73

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: X-Men – Mike Carey (roteiro) e Chris Bachalo (desenhos);

Fabulosos X-Men – Ed Brubaker (roteiro) e Clayton Henry (desenhos);

Novos X-Men – Craig Kyle, Chris Yost (roteiro) e Mike Norton (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Janeiro de 2008

Sinopse: X-Men – O grupo de Vampira invadiu o El Conquistador e se tornou a última linha defesa antes do ataque final dos Filhos da Câmara contra os últimos mutantes vivos.

Fabulosos X-Men – Vulcano luta bravamente contra a Guarda Imperial Shiar, mas é derrotado e preso. Na prisão, ele é libertado por alguém e, sem que saiba, se mete em um grande jogo político.

Novos X-Men – Depois que deixou a Mansão Xavier, o Decompositor foi morar no Distrito X, se escondendo de tudo e de todos. Enquanto isso, uma homenagem é feita para os jovens heróis mortos recentemente.

Positivo/Negativo: Com duas histórias dos X-Men de Mike Carey, a revista fica bem fraca. Apesar de terem basicamente lutas cheias de explosões de energia, terreno em que Chris Bachalo se vira bem, a trama continua sem rumo. O roteiro de Carey consegue ser bagunçado mesmo quando ele narra uma cena só.

Além disso, essa nova formação de X-Men, além de muito estranha parece não ter um objetivo definido. Depois de vencer os Filhos da Câmara, Vampira simplesmente percebe que seu grupo não pode ficar ali. Considerando que praticamente todos os mutantes restantes estão na Mansão X, o que eles farão longe dali é um grande mistério.

Fabulosos X-Men tem uma mudança de foco. Até agora, havia sido mostrada apenas a viagem do grupo de Xavier, mas esta edição se concentra no que Vulcano andou fazendo. Como Brubaker está retomando as histórias espaciais dos X-Men, nada mais justo que, como sempre, alguém tentar dar um golpe de Estado no Império Shiar. Pra variar, estão tentando derrubar a Imperatriz libertando sua irmã e usando o elemento surpresa do momento, no caso, Vulcano.

A mudança na arte fez bem para a história. Clayton Henry não é nenhum desenhista revolucionário, mas dá conta do recado. Principalmente porque foi mantido o colorista Frank D’Armata, o que garante o bom visual.

Considerando toda a história dos X-Men, o título dos Novos X-Men e as séries de outros nomes que o antecederam são relativamente recentes. Assim, chega a impressionar que, nesse curto período de tempo, esses jovens personagens já tenham tido duas ou três edições reservadas para funerais. Verdade que mutantes morrem aos montes (e ressuscitam na mesma proporção), mas isso cansa. Pelo menos para balancear há a trama com o Decompositor no Distrito X.

A arte de Mike Norton é simples, leve e funcional. Não tem nada de muito chamativo, mas mantém o ar jovem do título.

Classificação:

4,0

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