X-MEN # 75

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: X-Men – Mike Carey (roteiro) e Humberto Ramos (desenhos);

Fabulosos X-Men – Ed Brubaker (roteiro) e Billy Tan (desenhos);

Novos X-Men – Craig Kyle, Chris Yost (roteiro) e Paco Medina (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Março de 2008

Sinopse: X-Men – Ao investigar o misterioso laboratório que estava fazendo experiências com mutantes, o grupo de Vampira descobre que um velho conhecido da mutante está por trás de algo que pode virar uma verdadeira pandemia.

Fabulosos X-Men – O que restou do grupo de Xavier conseguiu encontrar os Piratas Siderais, que agora são a última esperança para salvar Lilandra de um golpe de estado.

Novos X-Men – Mercury foi seqüestrada pelo mesmo grupo que criou a X-23 e, para salvá-la, Laura contará com a ajuda do Satânico.

Positivo/Negativo: De tempos em tempos, X-Men tem arcos muito bons, que merecem ser acompanhados. Infelizmente, a revista não está num desses momentos. Desde que Carey assumiu o título, fez uma história anárquica e, até agora, sem pé nem cabeça.

A proposta esbarra em tantos problemas que se divertir com a leitura é muito difícil. A formação que ele escolheu é complicada e mais lembra uma mistura da X-Force de Cable com a versão governamental do X-Factor do que um grupo mais tradicional de X-Men. São personagens que não combinam, não funcionam como equipe.

Outra questão que se soma aos problemas é o contexto geral dos mutantes na Marvel. Atualmente, são pouquíssimos personagens (menos que os 198 que restaram imediatamente após o Dia M) e muitos títulos sobre essa comunidade reduzida.

Com tudo isso ligado pela narrativa caótica de Carey e o desenho estilizado e cheio de desproporções de Humberto Ramos, o resultado só pode ser um título complicado de acompanhar.

Um exemplo: nesta edição há uma cena em que, depois de um teleporte improvisado feito pelo grupo, o que aconteceu a um dos personagens não tem explicação. Aparentemente, Mística fica presa entre o ponto de chegada e de partida – ela é desenhada como uma estática elétrica. O Homem de Gelo faz uma piada sobre o assunto e nada mais é comentado. Não se diz o que aconteceu com ela e o grupo segue normalmente, como se nada tivesse ocorrido.

A revista melhora um pouco na trama de Brubaker. Contudo, vale a ressalva: é um arco só para iniciados na mitologia de X-Men. Mais do que isso, é para agradar os fãs das sagas espaciais dos mutantes, uma vez que o ponto alto é a presença dos Piratas Siderais, liderados pelo pai de Alex, Scott e do recém-descoberto Gabriel Summers.

A história fica devendo um pouco na ação e tem um furo gigantesco no resgate do Professor X. Num primeiro momento, Darwin está sozinho e entra na cela de Xavier atravessando uma grade de lasers. Depois, sem qualquer explicação, ele tira o mentor dos X-Men do local e arranja um refém para acompanhá-los.

É verdade que, na HQ anterior, Darwin tinha esse refém, mas o personagem desapareceu e retornou misteriosamente de uma edição para outra.

No geral, uma grande vantagem desta série tem sido a colorização de Frank D’Armata. O visual que ele cria é tão bom que, muitas vezes, o leitor até esquece que os desenhos são do fraquíssimo Billy Tan.

Para finalizar, a revista traz outra história de Novos X-Men centrada na X-23 e na organização que a criou e continua assombrando sua vida. Nada excepcional. É uma trama leve, rápida, sem grandes pretensões e que funciona melhor que o título principal do mix.

Classificação:

4,0

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