X-MEN # 76

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: X-Men – Mike Carey (roteiro) e Humberto Ramos (desenhos);

Fabulosos X-Men– Ed Brubaker (roteiro), Clayton Henry (desenhos da primeira história) e Billy Tan (desenhos da segunda história);

Novos X-Men – Craig Kyle, Chris Yost (roteiro) e Paco Medina (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Abril de 2008

Sinopse: X-Men – Pandêmico prendeu Vampira e pretende se apossar dos poderes dela, mas os X-Men farão de tudo para detê-lo.

Fabulosos X-Men – Vulcano encontrou em Rapina sua alma-gêmea. Agora, os dois estão espalhando destruição pelo Império Shiar e pretendem ajudar Daken a retornar ao trono. Enquanto isso, Lilandra e os Piratas Siderais invadem uma prisão para resgatar um antigo inimigo que pode se tornar um novo aliado.

Novos X-Men – Mercury está sendo torturada e sua pele será extraída para criar um novo superpredador.

Positivo/Negativo: É impressionante Mike Carey estar há tanto tempo na indústria dos quadrinhos fazendo roteiros que carecem de características mínimas, como uma seqüência lógica e linear. A trama pode até ser absurda. Certamente no decorrer da história dos X-Men já houve casos mais ridículos do que eles terem um navio voador. Contudo, o inaceitável são situações como a Mística sair de lugar algum, principalmente depois de ter sido esquecida na edição anterior, ou Dentes-de-Sabre ser confrontado por criaturas que se dizem muito fortes e ,na cena seguinte, do nada, ele já passou por elas.

Não obstante o roteiro confuso, os desenhos são ultra-estilizados e não respeitam regras básicas de proporção. Também não são poucas as cenas tumultuadas por representações chamativas de tiros e raios.

Sorte que há as duas histórias de Fabulosos X-Men. A idéia de Vulcano se juntar a Rapina e, devido à sua imaturidade emocional, deixar essa paixão recém-descoberta nublar inclusive seu objetivo de vingança ficou interessante.

Desde que Ed Brubaker criou o personagem, fica clara a falta de norte na vida dele. Cresceu sem uma figura paterna, passou os últimos anos aprisionado numa ilha revivendo seus crimes e planejando sua vingança. Não houve tempo de paz no coração de Vulcano, até agora.

A segunda parte da aventura é calcada nos princípios tradicionais da guerra, com Lilandra apelando a um antigo inimigo, pois só ele poderia salvá-la. Ainda assim, a edição termina naquele clima de últimos momentos antes da grande luta, o que é instigante.

A arte é padronizada pelo excelente trabalho de cores de Frank D’Armata, criando um visual mais homogêneo. Ainda assim, o traço de Billy Tan é claramente inferior. Mesmo tendo melhorado bastante em relação aos seus primeiros e pavorosos trabalhos na Marvel, ainda falta muito para ele dominar até os princípios básicos do desenho.

Novos X-Men pode não ser uma revista excelente, mas com um desenho limpo e uma trama que flui razoavelmente, é um bom passatempo.

Classificação:

4,0

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