X-MEN # 77

Por Zé Oliboni
Data: 1 dezembro, 2008


Autores: X-Men – Mike Carey (roteiro) e Chris Bachalo (desenhos);

Fabulosos X-Men – Ed Brubaker (roteiro) e Billy Tan (desenhos);

Novos X-Men – Craig Kyle, Chris Yost (roteiro) e Paco Medina (desenhos).

Preço: R$ 6,90

Número de páginas: 96

Data de lançamento: Maio de 2008

Sinopse: X-Men – Em Providência, a ilha artificial de Cable, os X-Men se depararão com uma nova ameaça: o Hecatombe. Para detê-lo, Nathan terá que aceitar a ajuda da entidade Shiar conhecida como Mummdrai.

Fabulosos X-Men – Enquanto os Piratas Siderais e Lilandra preparam seu ataque, Vulcano se casa com Rapina e a execução de Xavier está cada vez mais próxima.

Novos X-Men – X-23 e Satânico precisarão lutar com todas as forças se quiserem resgatar Mercury do Complexo.

Positivo/Negativo: Apesar de as revistas mix serem uma solução tradicionalmente funcional para o mercado nacional, muitas vezes elas afastam leitores que não querem comprar uma publicação com quatro histórias sendo que apenas uma ou duas delas são aproveitáveis.

Infelizmente, X-Men, nos últimos meses, justifica plenamente esse argumento. Tirando Fabulosos X-Men, o restante é pouco aproveitável e, em alguns momentos, até pouco recomendável.

A atual fase de X-Men, da dupla Carey e Bachalo, é praticamente ilegível. Começa com uma arte anárquica, espalhafatosa, cheia de traços desnecessários e confusos. Depois, são páginas e páginas com imensos painéis que pouco ajudam na narrativa, mas claramente representam a falta de assunto na trama, que anda a passos de tartaruga na maior parte do tempo e depois, em duas páginas, quer resolver tudo com uma longa e complexa explicação.

Em duas partes da aventura, pouquíssimo aconteceu e a grande surpresa é um conceito requentado tirado da fase de Grant Morrison em New X-Men. Carey puxou a idéia que deu origem à vilã Cassandra Nova, uma espécie de gêmea psíquica de Xavier (que ele teria matado ainda quando os dois estavam no útero), remoeu essa premissa e transformou em um novo vilão para sua série.

Segundo esta edição, entidades como Cassandra são comuns no Império Shiar e são conhecidas como Mummdrai. Em algum momento, os cientistas alienígenas transformaram uma dessas entidades incorpóreas em uma terrível arma que agora está prestes a destruir Providência e, talvez, todo o planeta. No geral, é um argumento sem graça, confuso e que não leva a lugar algum.

Novos X-Men mostra a conclusão do rapto de Mercury pelo Complexo. A história é mediana, mexe bastante com as aventuras contadas nas minisséries da X-23. Um pouco de ação, ritmo e desenhos razoáveis ao menos garantem que a leitura não seja chata.

O destaque desta história vai para o momento em que Emma Frost friamente imobiliza a e a indestrutível Kimura e a ataca psicologicamente, retirando a única memória boa que a inimiga já teve. Chega a dar dó da assassina!

E como já foi dito em outras resenhas, a única HQ que realmente vale a pena na revista é Fabulosos X-Men, de Ed Brubaker. Ainda assim, a arte de Billy Tan merece ressalvas. Ele, sem dúvida, melhorou com a ajuda das cores de Frank D’Armata, mas seu traço ainda deixa a desejar, principalmente porque a série merecia muito mais.

A trama tem uma virada interessante no final, principalmente porque, até então, parecia um pouco incoerente a situação de Vulcano que, de repente, mudou o rumo de suas atitudes por estar apaixonado por Rapina. Mas, no final desta edição, ele revela seu verdadeiro plano.

Outra brecha interessante é que o Professor Xavier foi jogado por Vulcano dentro do Cristal M’Kraan, abrindo a possibilidade de retornar na próxima edição com seus poderes restaurados.

Classificação:

4,0

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